19 de jun. de 2020

Apresentações SSU - 25/06







Salve, salve, queridos amigos,

Seguimos o confinamento com nossas apresentações do Seminário de Semiótica da UNESP (SSU).
Na verdade, este será nosso último encontro deste primeiro semestre 😔😔. 
Assim, aproveitaremos para discutir o próximo 👍😉, tomando um cafezinho ☕☕ virtual e coletivo.

Venha compartilhar conosco o seu feedback!!!!

Marca lá: no dia 25/06 (quinta-feira) às 14h30min - não precisa sair da cama nem tirar os pijamas, porque nosso encontro será online (
clique aqui para acessar).

Seguem os resumos de nossos apresentadores:


A PRESENÇA E O RITMO DA ILUSTRAÇÃO NO LIVRO PARADIDÁTICO
O POETA QUE FINGIA, DE ÁLVARO CARDOSO GOMES

Flávia Furlan Granato

O presente trabalho busca explicar o gerenciamento das práticas, tanto didática quanto editorial, no que diz respeito ao ritmo e à presença da ilustração em uma obra paradidática. Os livros com ilustração, ou ainda, acompanhados de ilustração, possuem o texto verbal espacialmente predominante e autônomo do ponto de vista do sentido, porém, com a ilustração, uma nova linguagem se instaura gerando novos sentidos. Trabalho como o de diagramação, por exemplo, no nível da prática editorial, é fundamentalmente necessário, pois entre o texto e a imagem deve haver uma articulação formalmente respeitada a fim de manter um ritmo de leitura equilibrado. Nosso objetivo para esse trabalho é realizar uma análise de aproximação entre a dimensão escrita de um capítulo e sua ilustração. O livro escolhido é o paradidático infanto-juvenil, de Álvaro Cardoso Gomes, ilustração de Alexandre Camanho, da editora FTD, intitulado O poeta que fingia. A história é uma narrativa em prosa, um romance, na qual um menino chamado João Fernando conhece o poeta Fernando Pessoa e, através dessa amizade, a vida e obra do escritor português vai sendo revelada aos leitores. Para tratar tais questões, e outras ligadas ao suporte de inscrição e às propriedades formais e materiais dos textos, bem como os sentidos gerados por meio dos planos e expressão e conteúdos, nos apoiaremos nos pressupostos da semiótica discursiva, das contribuições de uma semiótica plástica e da reflexão sobre os níveis de pertinência da análise semiótica, como proposta por Jacques Fontanille, e, de outro lado, das reflexões de Gérard Genette sobre a noção de paratexto editorial.

Palavras-chave: prática semiótica; edição; enunciação didática.


ABORDAGENS DIDÁTICAS EM TORNO DOS TEXTOS SINCRÉTICOS: ENTRE METODOLOGIAS ESTRATÉGIAS PRÁTICAS
Thaís Borba Ribeiro

Nesta apresentação serão discutidas algumas estratégias didáticas em torno da semiótica visual, tendo como base o desenvolvimento de propostas metodológicas que visam a didatização do sincretismo a partir do estudo da verbovisualidade. A teoria semiótica vem avançando em direção a diferentes espaços educacionais, sendo utilizada, tradicionalmente, como modelo teórico de base em propostas de aplicação prática do percurso gerativo de sentido e, mais recentemente, como suporte de análise de textos e objetos sincréticos. Tendo em vista essa tendência, problematizaremos a questão analisando publicações e estudos acadêmicos realizados no Brasil por Pietroforti (2008), Teixeira (2008; 2009), Oliveira (2009), semioticistas que, ao publicarem manuais de análise semiótica, artigos científicos e livros didáticos e acadêmicos, traçam um percurso para a semiótica visual numa perspectiva que se atualiza à medida que deixa entrever a transitividade da teorização à prática, da cientificidade à vulgarização, da aprendizagem ao ensino, e da aplicabilidade analítica à atividade docente. Assim, desenvolvem abordagens didáticas para textos sincréticos e prospectam metodologias baseadas em estratégias de práticas de análise, variáveis e não variáveis, a depender dos gêneros e dos objetos analisados.

Palavras-chave: semiótica visual; sincretismo; prática didática; metodologia.



EM BUSCA DO SENSÍVEL NA SEMIÓTICA GREIMASIANA

Patricia Veronica Moreira


O trabalho que desenvolvemos na tese teve como objetivo principal compreender o conceito de sensível na semiótica greimasiana e pós-greimasiana pelo viés da historiografia linguística, contextualizando seu surgimento e sua permanência nos estudos semióticos mais recentes. Neste trabalho, buscamos definir o sensível como um hiperônimo e os outros conceitos circunscritos no seu campo como seus domínios, entre os quais destacamos: a corporeidade, a passionalidade e a sensibilidade. Em cada domínio, destacamos também elementos relacionados ao sensível: o corpo, o afeto, a paixão, a emoção, o contágio, a sensação, a percepção, a estesia e a estética. Para recuperar a espessura teórica desses conceitos, buscamos na historiografia linguística os princípios historiográficos de contextualização, imanência, adequação e influência, de K. Koerner (1996, 2014a), os parâmetros de cobertura, perspectiva e profundidade, bem como os tipos de componentes heurístico, hermenêutico e reconstrução-sistemática de P. Swiggers (2009, 2015), os grupos de especialidades de S. O. Murray (1994, 1998) e os horizontes de retrospecção de S. Auroux (2008). Por meio desses procedimentos, traçamos o percurso do sensível, desde suas origens em Semântica Estrutural (1966), de A. J. Greimas, até sua emergência e repercussão nas obras de J. Fontanille, E. Landowski e C. Zilberberg, que integram o período que aqui chamamos de pós-greimasiano. Depois, definimos em que medida o sensível apareceu na retórica e/ou na imanência das obras dos semioticistas escolhidos. Após ter estabelecido os desdobramentos epistemológicos do sensível, finalmente, conseguimos definir o lugar histórico e epistemológico de uma semiótica, hoje, considerada do sensível ou mais sensível, explicitando sua relevância nos estudos da linguagem.

Palavras-chave: semiótica discursiva; historiografia linguística; sensível.





1 de jun. de 2020

Sugestão de leitura: Percurso da semiótica por meio das obras de Greimas



A sugestão de leitura para o mês de Junho é o artigo do Prof. Dr. Arnaldo Cortina, Percurso da semiótica por meio das obras de Greimas. O artigo é a leitura ideal para quem quer revisar as obras de Greimas e suas propostas ao longo dos seus diferentes postulados. O artigo guia o leitor no trajeto proposto pelo autor e fundador da semiótica do discurso e apresenta a proposta teórico-metodológica da semiótica como ciência. 



15 de mai. de 2020

Apresentações SSU - 21/05


Salve, salve, querides,

Seguimos o confinamento com nossas apresentações do Seminário de Semiótica da UNESP (SSU).

Marca lá: no dia 21/05 (quinta-feira) às 14:30 - não precisa sair da cama nem tirar os pijamas, porque nosso encontro será online (clique aqui para acessar).

Seguem os resumos de nossos apresentadores:


SEMIÓTICA E ESTUDOS LITERÁRIOS: A CONSTITUIÇÃO DE UMA SEMIÓTICA LITERÁRIA NO BRASIL
                                                                                                                        
  Euzenir Francisca da Silva


Esta tese visa estudar a história da Semiótica denominada Standard, por meio das pesquisas realizadas com a teoria Semiótica do Discurso de Algirdas J. Greimas (1917-2002) no Brasil, observando o protagonismo do texto literário enquanto corpus, nas décadas de (1970 a 1980). No primeiro momento, apresentamos a metodologia para a seleção do nosso corpus, elegemos a princípio, revistas especializadas que atuaram como canal de comunicação entre os pesquisadores e a sociedade, o suporte e meio de “comunicação” por onde se divulgavam pesquisas científicas especializadas. Dentre elas citamos a Revista Brasileira de Linguística (de 1974 a 1978), Revista Significação (1974) e Revista BACAB (1975), posteriormente outras publicações serão analisadas. Considerando essas revistas como o canal na época para divulgação científica da linguística e dos trabalhos desenvolvidos pelos primeiros semioticistas nacionais. E, a partir das análises dos artigos, fazemos as investigações das referências bibliográficas e temáticas abordadas, extraindo dessas fontes dados sobre as produções da época. Conforme explica o historiógrafo e professor, Batista (2019, p.28), “a natureza de uma Historiografia Linguística, está diretamente ligada ao (s) tipo (s) de material a partir do qual se erige”. Propomos com a tese, fazer um estudo historiográfico sobre o contexto histórico da formação de grupos de especialidades, produção e divulgação da semiótica no cenário brasileiro, norteado pelo tema gerador em questão: temos uma semiótica literária no Brasil? Segundo, Altman (2003, p.32), “o passado informa continuamente o presente. E, se uma das tarefas da historiografia linguística é (re)estabelecer os pressupostos (nem sempre explicitados) que os linguistas do passado assumiram em suas práticas, bem como consequências das suas proposições para o desenvolvimento do conhecimento produzido sobre a linguagem e as línguas, a investigação sistemática das condições de produções passadas, de produção e de recepção do conhecimento linguístico é um passo importante para nosso entendimento  dos traços constitutivos  da (s) ciência (s)  da linguagem contemporânea (s), e de suas metodologias”, para nossa tese, a ciência em questão é a semiótica do discurso e seu histórico no contexto brasileiro.

Palavras-chave: Semiótica Standard; Literatura; Historiografia.


HISTÓRIA E EPISTEMOLOGIA DAS ESTRUTURAS ELEMENTARES


 Igor Rezende Nardo


O trabalho “História e Epistemologia das Estruturas Elementares” desenvolveu ao longo de duas bolsas PIBIC em 2017 e 2018 um percurso histórico referente às produções teóricas no âmbito da lógica clássica e da linguística moderna que levaram à formulação das estruturas elementares da significação dentro da teoria semiótica de Algirdas Julien Greimas. Nesta apresentação exporemos os trabalhos de Aristóteles e Apuleio na época clássica e os trabalhos de Nikolai Trubetzkoy, Louis Hjelmslev e Robert Blanché no século XX. Em seguida, abordar-se-á como a teoria semiótica se apropriou do conceito em questão. Apresentaremos as críticas feitas ao modelo greimasiano de estrutura elementar da significação, bem como, as modificações realizadas pelos autores que sucederam Greimas, no caso, Jacques Fontanille e Claude Zilberberg com a semiótica tensiva.

Palavras-chave: Semiótica; História; Epistemologia.



PRÁTICA DESNOTICIOSA E VERIDICÇÃO: UM ESTUDO SOBRE O SITE SENSACIONALISTA E O BLOG THE PIAUÍ HERALD


Karina Rocha Campos


O presente trabalho teve como objetivo analisar os elementos discursivos utilizados por um site e um blog humorísticos cujo foco é a simulação da realidade na veiculação de notícias falsas, o Sensacionalista e o The Piauí Herald. Tendo como base a teoria semiótica clássica desenvolvida por Algirdas J. Greimas (1966, 1979, 1993, 2014) e colaboradores, difundida em território nacional a partir dos estudos de José Luiz Fiorin (1996, 2005), Diana Luz Pessoa de Barros (2002, 2005) e outros, investigou-se como se dão os novos contratos veridictórios estabelecidos entre enunciador e enunciatário nos textos chamados desnoticiosos, bem como os mecanismos enunciativos que instauram neles os distintos estatutos veridictórios de verdade, falsidade, segredo e mentira. A partir dos novos desdobramentos da teoria presentes nos estudos de Jacques Fontanille (1987, 1999, 2008, 2015), delineou-se uma definição de gênero desnoticioso, levando em conta a emulação de elementos do gênero jornalístico, esmiuçados por Nilton Hernandes (2006). Foram demonstrados também os modos de incorporação do já-dito nas desnotícias a partir dos procedimentos de intertextualidade e interdiscursividade, essenciais à leitura dos textos escolhidos para estudo. Por fim, o presente trabalho procurou estabilizar as formas mais recorrentes na composição das desnotícias a partir das operações da práxis enunciativa, presentes ainda nos estudos de Jacques Fontanille. Dessa forma, pode-se apreender as semelhanças e diferenças de composição de ambos veículos, inclusive no que se refere ao estilo das inteligências enunciativas responsáveis por cada um deles.

Palavras-chave: Desnotícias; Veridicção; Sensacionalista; The Piauí Herald.

13 de abr. de 2020

Apresentações SSU - 16/04

Salve, salve, querides,

Seguimos com nossas achocolatadas apresentações do Seminário de Semiótica da UNESP (SSU), pós-Páscoa.

Marca lá: no dia 16/04 às 14:30 - não precisa sair da cama porque nosso encontro será online (clique aqui para acessar).

Seguem os resumos de nossos apresentadores:


A edição como prática semiótica: Estudo da identidade editorial “Hilda Hilst” em “Da poesia”

Gustavo Henrique Rodrigues de Castro (UNESP)


Na dissertação A edição como prática semiótica: Estudo da identidade editorial “Hilda Hilst” em Da poesia analisamos como os procedimentos de edição constroem a identidade editorial “Hilda Hilst” na obra de poemas Da poesia. Para tratar do gesto de inscrição do texto no suporte especificamente, assumimos o ponto de vista das práticas semióticas e alguns postulados da semiótica sincrética. Dente outras questões, o trabalho evidencia que a integração do nível do objeto-suporte com o do texto-enunciado é o lugar metodológico ideal para se tratar da prática de edição, especialmente se se considera que esta última organiza hierarquicamente os textos no interior de uma mesma unidade material: o livro Da poesia. Para garantir a coesão desse conjunto de textos, além de mecanismos de intertextualidade, a instância de edição lançaria mão de um uso específico de categorias topológicas, reservando a /centralidade/ da página aos textos que rementem à autoria (poemas, títulos etc.) e a /lateralidade/ (margens, rodapés) aos textos que remetem à edição (notas, posfácio etc.). Assim, sob o ponto de vista das práticas, o livro pode ser encarado como um sistema topologicamente ordenado, no qual a localização (central ou periférica) de um texto determina o tipo (autoral ou editorial) e a densidade (alta ou baixa) da presença que ele poderá realizar. A prática de edição pode então ser entendida como um procedimento de mediação estabelecido entre texto e objeto, cuja análise revela, neste caso, como e quais sentidos esse gesto mediador atribui à identidade editorial “Hilda Hilst” em Da poesia. 

Palavras-chave: Identidade; Hilst, Hilda; Níveis de pertinência da análise semiótica; Prática de edição; Semiótica francesa; Suporte.



Do enunciado à prática: o suporte nas inscrições urbanas

Thiago Moreira Correa (UNESP)


A abordagem das inscrições urbanas encontra um modelo pertinente de análise nas propostas de Fontanille (2005, 2008) a respeito das práticas semióticas, pois se verifica que, na construção de sua significação, há correlação (HJELMSLEV, 2006) entre os níveis do texto-enunciado, objeto e da cena prática. Ao observar a história das inscrições urbanas – denominação “neutra” ligada às práticas já estabelecidas e conhecidas como tag, grafite, arte urbana, pixação, etc. – toma-se o suporte como elemento estrutural, ou seja, as mudanças ocorridas no suporte estão vinculadas sistematicamente a alterações nas práticas e nos textos-enunciados. Desse modo, os desenvolvimentos estabelecidos por Dondero e Reyes (2016) direciona nossa investigação sobre as transformações no emprego do suporte que propiciaram inovações nas práticas das inscrições urbanas. Devido ao seu caráter mediador no percurso de integração dos níveis de pertinência, o suporte ganha relevância no estabelecimento e evolução das práticas ao longo do tempo, com isso, busca-se mostrar que a leitura de uma inscrição na rua pode propiciar não apenas a compreensão de um enunciado, mas, sobretudo, de um grupo social e da interferência do suporte na construção do sentido.

Palavras-chave: Suporte; Práticas Semióticas; Semiótica das Culturas; Inscrições Urbanas.



Semiótica e cultura de massa: percursos historiográficos

Amanda Helena Granado (UNESP)


Esta pesquisa objetiva compreender em que medida a semiologia europeia e a semiótica francesa interessaram-se pelos objetos da cultura de massa, ou seja, como ambas formularam pressupostos teóricos a partir da emergência de práticas ligadas à indústria cultural e à comunicação social. Para tanto, lança-se mão dos princípios da historiografia linguística formulados por Konrad Koerner e Pierre Swiggers. Com base em suas reflexões, busca-se traçar a trajetória histórico-conceitual dos estudos sobre objetos de comunicação de massa realizados pela semiologia e pela semiótica greimasiana ao longo de um período de três décadas (1950-1979). A narrativa historiográfica a ser construída procura solucionar hipóteses que rondam os paradigmas metodológicos disposto dentro da linguística de origem estruturalista da época, de modo que possamos compreender como as práticas científicas da semiologia e da semiótica francesa desenvolveram e consolidaram suas perspectivas intelectuais. Nossa investigação circunscreve os primeiros desdobramentos da semiótica preconizada por Algirdas Julien Greimas [1917-1992] e a semiologia europeia, esta precursora daquela, desde as décadas de 1950 e 60, cujos pressupostos de Roland Barthes [1915-1980], Umberto Eco [1932-2016] e outros autores caracterizaram iniciativas decisivas para o interesse da semiologia e da semiótica pela cultura de massa. O conceito de indústria cultural, criado por Theodor Adorno e Max Horkheimer (1985), designa esse movimento de produção da cultura como mercadoria. Os estudos a respeito valeram-se dos produtos culturais enquanto ferramentas de integração ao status quo. A série de objetos padronizados e criados a partir desse movimento de racionalidade técnica, como os filmes, programas de TV, propagandas e HQs despertou bases teóricas para além da sociologia e da Escola de Frankfurt, conquistando as ciências da informação e da linguagem por intermédio da linguística estrutural, a semiologia e, mais tarde a semiótica francesa.

Palavras-chave: Historiografia da Linguística; Semiótica Discursiva; Semiologia; Cultura de Massa. 




1 de abr. de 2020

Sugestão de leitura – “Principia semiótica” - Grupo µ



A sugestão de leitura para o mês de abril é a obra “Principia semiótica”, do Grupo µ. Como é sabido, os pesquisadores de Liège, do Grupo µ, acreditam que o sentido vem dos sentidos. A perspectiva semiótica, desse modo, para eles, impõe a opção pelo modelo enciclopédico que, grosso modo, procura observar o que há em comum entre a maneira pela qual o sentido acontece por meio de todas as semióticas. 

Nessa obra, as análises realizadas pelo Grupo μ exploram o plano da expressão por meio da percepção na construção do sentido, o que torna a experiência a base para o processo semiótico.

Mais informações: Principia semiótica.

17 de mar. de 2020

Apresentações SSU - 19/03

Salve, salve, querides,

Iniciamos nossas apresentações do Seminário de Semiótica da UNESP (SSU) em 2020.

No dia 19/03 às 14:30, não precisa tirar o pijama porque nosso encontro será online (clique aqui para acessar).

- Quem falará? O que falarão?
- Boas perguntas! 

Seguem os resumos de nossos apresentadores:



A NOÇÃO DE PLANOS DA LINGUAGEM NA SEMIÓTICA DISCURSIVA 


Carolina Mazzaron de Castro  
(Doutoranda UNESP – FCLAr)

Resumo: Pretendemos, neste estudo, realizar uma investigação sobre a noção de planos da linguagem na semiótica discursiva, que compreende a correlação do plano do conteúdo e do plano da expressão, elemento indispensável às análises pretendidas por essa disciplina. A metodologia de análise da Historiografia Linguística, empreendida por pesquisadores como E. F. K. Koerner e P. Swiggers, será utilizada como alicerce a construção desta pesquisa. Nosso córpus será composto de obras que contenham concepções teórico-metodológicas que envolvam os planos da linguagem, noções presentes desde as definições iniciais de signo (Saussure) e de função semiótica (Hjelmslev); até os trabalhos mais recentes da semiótica discursiva (Fontanille; Zilberberg). Dessa forma, além de identificar, definir, descrever e analisar como os planos da linguagem são caracterizados metodologicamente no decorrer do tempo, acreditamos que, por meio de uma pesquisa historiográfica, novas concepções a esse respeito possam surgir a fim de contribuir para o desenvolvimento da teoria semiótica, ao mesmo tempo que nos permitirá enriquecer os debates sobre a análise do plano da expressão, tema central da semiótica contemporânea. 

Palavras-chave: Conteúdo; Expressão; Historiografia Linguística; Linguagem; Semiótica do Discurso; Signo. 



PROCEDIMENTOS DE INVESTIGAÇÃO SEMIO-HISTORIOGRÁFICA DO CONCEITO DE FIGURATIVIDADE NA SEMIÓTICA DISCURSIVA 


Flavia Karla Ribeiro Santos 
(Doutoranda UNESP – FCLAr) 

Resumo: Conceito operacional responsável por fazer com que o enunciatário creia no discurso manifestado, a figuratividade atua em todos os níveis do percurso gerativo, desde a introdução dos valores no discurso até a produção de efeitos de verdade, entre eles, a simulação de experiências sensíveis. Entretanto, esse conceito nem sempre foi entendido dessa maneira pelos semioticistas. Da Semântica estrutural (1973 [1966]) de Greimas à Semiótica das paixões (1993 [1991]) de Greimas e Fontanille ou, ainda, aos Caminhos da semiótica literária de Denis Bertrand (2003 [2000]), o entendimento sobre as organizações figurativas sofreu metamorfoses; muitas delas registradas em artigos científicos, cujas publicações se entremeiam e se entretecem ao surgimento dessas obras basilares para disciplina. É pensando, portanto, nesse processo de construção de um saber científico que visamos contribuir para a estruturação de uma história das ideias semióticas, demonstrando, neste trabalho, de que modo podemos selecionar e analisar um córpus composto de artigos científicos publicados em periódicos brasileiros e franceses especializados em semiótica discursiva, a fim de fazer transparecer o processo de elaboração do conceito de figuratividade nessa disciplina com base em pressupostos metodológicos da Historiografia Linguística e da própria semiótica discursiva. Realizando, dessarte, uma abordagem semio-historiográfica, associamos elementos da metodologia semiótica a métodos desenvolvidos por historiógrafos como Pierre Swiggers, Konrad Koerner e Cristina Altman, na diferenciação dos artigos – entre os textos-fontes selecionados para análise –, ordenando os que apresentam debates continuístas e de rompimento com abordagens semióticas da figuratividade, e na tipificação das proposições teóricas que contribuíram para o estudo desse conceito. Este trabalho conta com auxílio financeiro da CAPES (Código de Financiamento 001). 

Palavras-chave: Figuratividade. Historiografia linguística. Semiótica discursiva. Tipificação de proposições teóricas. 



O ESTILO DISNEY DE CANTAR HISTÓRIAS: REFLEXÕES EM TORNO DO SINCRETISMO 


Mário Sérgio Teodoro da Silva Júnior 
(Doutorando UNESP – FCLAr) 

Resumo: Fazemos, nessa comunicação, um balanço dos métodos despendidos em nossa abordagem, na dissertação O estilo Disney de cantar histórias, defendida em 2017, no Programa de Pós-Graduação em Linguística e Língua Portuguesa (FCLAr/UNESP), da articulação sincrética entre imagem e som, em quatro filmes animados musicais da Walt Disney (A pequena sereia, A bela e a fera, Aladdin e Frozen), com o propósito de encontrar, nesse conjunto de textos, o estilo arquienunciativo, subjacente a todas as enunciações pontuais, a partir das noções debatidas por Discini (2003, 2015) em torno do conceito. Observamos a tensão estabelecida entre, por um lado, os códigos específicos (plástico, musical, cinematográfico, verbal) e, por outro, o projeto enunciativo que dá coesão às formas das substâncias sonora e visual e coerência ao conteúdo que a elas corresponde, discriminando uma globalidade enunciada. O gesto comunicativo desse sujeito arquienunciador, a quem chamamos Disney, cria isotopias de formas de expressão e de formas de conteúdo, ao longo de sua história, associando os dois planos, no enunciado sincrético, por meio de processos referenciais entre as linguagens. Comungam as formas menos figurativas, isto é, menos dotadas de referências ao mundo natural, da semântica da plasticidade, da gestualidade e do código verbal. Esses processos, descritos sob os nomes de semissimbolismo, ancoragem e etapa, por exemplo, a partir das ideias, sobretudo, de Floch (2009) e de Barthes (1984), são lidos, em Pietroforte (2005), por sua vez, como um contínuo tensivo de valores referenciais e valores construtivos, capaz de esboçar certa arquitetura do texto sincrético, usada, no caso da Disney, para corroborar sua estratégia persuasiva, por meio do emaranhamento entre estímulos sensoriais, próprios das materialidades enunciadas, e valores ideológicos, próprios da demarcação sócio-histórica estadunidense. 

Palavras-chave: Sincretismo; Estilo; Disney.








1 de mar. de 2020

Sugestão de leitura: Entrevista de Jean-Marie Klinkenberg




A sugestão de leitura para o mês de março é a entrevista de Jean-Marie Klinkenberg para Amir Bligari - publicada em francês na Entretiens sémiotiques (org. Amir Biglari, Limoges, Lambert-Lucas, 2014, pp. 293-321). 

Na entrevista, Klinkerberg conta sobre a criação, formação e evolução atual do Grupo μ. Klinkerberg também aborda sobre a semiótica na sociedade contemporânea, além de apresentar a situação atual da semiótica na Bélgica.

A entrevista completa está disponível pelo link: Entrevista de Jean-Marie Klinkenberg a Amir Biglari.

1 de jan. de 2020

Sugestão de leitura: Eléments de grammaire tensive – Claude Zilberberg



A indicação de leitura para este mês é a obra "Eléments de grammaire tensive”, de Claude Zilberberg. O trabalho de Zilberberg, nessa obra, “lança luz” sobre certos aspectos teórico-metodológicos que se revelaram confusos em abordagens semióticas anteriores e propõe avanços com análises voltadas para as experiências do sensível. 

Mais informações pelo link: Eléments de grammaire tensive.