17 de mar. de 2020

Apresentações SSU - 19/03

Salve, salve, querides,

Iniciamos nossas apresentações do Seminário de Semiótica da UNESP (SSU) em 2020.

No dia 19/03 às 14:30, não precisa tirar o pijama porque nosso encontro será online (clique aqui para acessar).

- Quem falará? O que falarão?
- Boas perguntas! 

Seguem os resumos de nossos apresentadores:



A NOÇÃO DE PLANOS DA LINGUAGEM NA SEMIÓTICA DISCURSIVA 


Carolina Mazzaron de Castro  
(Doutoranda UNESP – FCLAr)

Resumo: Pretendemos, neste estudo, realizar uma investigação sobre a noção de planos da linguagem na semiótica discursiva, que compreende a correlação do plano do conteúdo e do plano da expressão, elemento indispensável às análises pretendidas por essa disciplina. A metodologia de análise da Historiografia Linguística, empreendida por pesquisadores como E. F. K. Koerner e P. Swiggers, será utilizada como alicerce a construção desta pesquisa. Nosso córpus será composto de obras que contenham concepções teórico-metodológicas que envolvam os planos da linguagem, noções presentes desde as definições iniciais de signo (Saussure) e de função semiótica (Hjelmslev); até os trabalhos mais recentes da semiótica discursiva (Fontanille; Zilberberg). Dessa forma, além de identificar, definir, descrever e analisar como os planos da linguagem são caracterizados metodologicamente no decorrer do tempo, acreditamos que, por meio de uma pesquisa historiográfica, novas concepções a esse respeito possam surgir a fim de contribuir para o desenvolvimento da teoria semiótica, ao mesmo tempo que nos permitirá enriquecer os debates sobre a análise do plano da expressão, tema central da semiótica contemporânea. 

Palavras-chave: Conteúdo; Expressão; Historiografia Linguística; Linguagem; Semiótica do Discurso; Signo. 



PROCEDIMENTOS DE INVESTIGAÇÃO SEMIO-HISTORIOGRÁFICA DO CONCEITO DE FIGURATIVIDADE NA SEMIÓTICA DISCURSIVA 


Flavia Karla Ribeiro Santos 
(Doutoranda UNESP – FCLAr) 

Resumo: Conceito operacional responsável por fazer com que o enunciatário creia no discurso manifestado, a figuratividade atua em todos os níveis do percurso gerativo, desde a introdução dos valores no discurso até a produção de efeitos de verdade, entre eles, a simulação de experiências sensíveis. Entretanto, esse conceito nem sempre foi entendido dessa maneira pelos semioticistas. Da Semântica estrutural (1973 [1966]) de Greimas à Semiótica das paixões (1993 [1991]) de Greimas e Fontanille ou, ainda, aos Caminhos da semiótica literária de Denis Bertrand (2003 [2000]), o entendimento sobre as organizações figurativas sofreu metamorfoses; muitas delas registradas em artigos científicos, cujas publicações se entremeiam e se entretecem ao surgimento dessas obras basilares para disciplina. É pensando, portanto, nesse processo de construção de um saber científico que visamos contribuir para a estruturação de uma história das ideias semióticas, demonstrando, neste trabalho, de que modo podemos selecionar e analisar um córpus composto de artigos científicos publicados em periódicos brasileiros e franceses especializados em semiótica discursiva, a fim de fazer transparecer o processo de elaboração do conceito de figuratividade nessa disciplina com base em pressupostos metodológicos da Historiografia Linguística e da própria semiótica discursiva. Realizando, dessarte, uma abordagem semio-historiográfica, associamos elementos da metodologia semiótica a métodos desenvolvidos por historiógrafos como Pierre Swiggers, Konrad Koerner e Cristina Altman, na diferenciação dos artigos – entre os textos-fontes selecionados para análise –, ordenando os que apresentam debates continuístas e de rompimento com abordagens semióticas da figuratividade, e na tipificação das proposições teóricas que contribuíram para o estudo desse conceito. Este trabalho conta com auxílio financeiro da CAPES (Código de Financiamento 001). 

Palavras-chave: Figuratividade. Historiografia linguística. Semiótica discursiva. Tipificação de proposições teóricas. 



O ESTILO DISNEY DE CANTAR HISTÓRIAS: REFLEXÕES EM TORNO DO SINCRETISMO 


Mário Sérgio Teodoro da Silva Júnior 
(Doutorando UNESP – FCLAr) 

Resumo: Fazemos, nessa comunicação, um balanço dos métodos despendidos em nossa abordagem, na dissertação O estilo Disney de cantar histórias, defendida em 2017, no Programa de Pós-Graduação em Linguística e Língua Portuguesa (FCLAr/UNESP), da articulação sincrética entre imagem e som, em quatro filmes animados musicais da Walt Disney (A pequena sereia, A bela e a fera, Aladdin e Frozen), com o propósito de encontrar, nesse conjunto de textos, o estilo arquienunciativo, subjacente a todas as enunciações pontuais, a partir das noções debatidas por Discini (2003, 2015) em torno do conceito. Observamos a tensão estabelecida entre, por um lado, os códigos específicos (plástico, musical, cinematográfico, verbal) e, por outro, o projeto enunciativo que dá coesão às formas das substâncias sonora e visual e coerência ao conteúdo que a elas corresponde, discriminando uma globalidade enunciada. O gesto comunicativo desse sujeito arquienunciador, a quem chamamos Disney, cria isotopias de formas de expressão e de formas de conteúdo, ao longo de sua história, associando os dois planos, no enunciado sincrético, por meio de processos referenciais entre as linguagens. Comungam as formas menos figurativas, isto é, menos dotadas de referências ao mundo natural, da semântica da plasticidade, da gestualidade e do código verbal. Esses processos, descritos sob os nomes de semissimbolismo, ancoragem e etapa, por exemplo, a partir das ideias, sobretudo, de Floch (2009) e de Barthes (1984), são lidos, em Pietroforte (2005), por sua vez, como um contínuo tensivo de valores referenciais e valores construtivos, capaz de esboçar certa arquitetura do texto sincrético, usada, no caso da Disney, para corroborar sua estratégia persuasiva, por meio do emaranhamento entre estímulos sensoriais, próprios das materialidades enunciadas, e valores ideológicos, próprios da demarcação sócio-histórica estadunidense. 

Palavras-chave: Sincretismo; Estilo; Disney.








1 de mar. de 2020

Sugestão de leitura: Entrevista de Jean-Marie Klinkenberg




A sugestão de leitura para o mês de março é a entrevista de Jean-Marie Klinkenberg para Amir Bligari - publicada em francês na Entretiens sémiotiques (org. Amir Biglari, Limoges, Lambert-Lucas, 2014, pp. 293-321). 

Na entrevista, Klinkerberg conta sobre a criação, formação e evolução atual do Grupo μ. Klinkerberg também aborda sobre a semiótica na sociedade contemporânea, além de apresentar a situação atual da semiótica na Bélgica.

A entrevista completa está disponível pelo link: Entrevista de Jean-Marie Klinkenberg a Amir Biglari.

1 de jan. de 2020

Sugestão de leitura: Eléments de grammaire tensive – Claude Zilberberg



A indicação de leitura para este mês é a obra "Eléments de grammaire tensive”, de Claude Zilberberg. O trabalho de Zilberberg, nessa obra, “lança luz” sobre certos aspectos teórico-metodológicos que se revelaram confusos em abordagens semióticas anteriores e propõe avanços com análises voltadas para as experiências do sensível. 

Mais informações pelo link: Eléments de grammaire tensive.

1 de dez. de 2019

Sugestão de leitura: Traité du signe visuel : Pour une rhétorique de l'image - Grupo μ



A sugestão de leitura para o mês de dezembro é a obra Traité du signe visuel : Pour une rhétorique de l'image, do Grupo μ, que traz análises semióticas elaboradas através das manifestações visuais encontradas no plano da expressão, na sua dimensão significante. A semiótica abordada pelo Grupo μ propõe uma semiótica visual como parte de um projeto maior, visando elaborar conceitos analíticos que fossem operacionais para análise de qualquer tipo de expressão e “independentes do domínio particular em que se manifestam” (Grupo µ, 1992 [1967], p. 9). 


1 de nov. de 2019

Sugestão de leitura - La sémiologie de Saussure et la sémiotique de Greimas comme épistémologie discursive: une troisième voie pour la connaissance - Waldir Beividas



Indicação de leitura para o mês de novembro é a obra, fruto da reescrita de sua tese de Livre-docência defendida no DL-FFLCH-USP, La sémiologie de Saussure et la sémiotique de Greimas comme épistémologie discursive : une troisième voie pour la connaissance de Waldir Beividas.

Sinopse:

Deux voies savantes dominent l’épistémologie, condui¬sant, coordonnant et se soumettant l’imagination des chercheurs : la voie scientifique de la physique et de la biologie et la voie philosophique gouvernée par la Raison. La voie scientifique peut être dite « réaliste » : elle tient la réalité pour un déjà-là dont les structures attendent d’être découvertes comme si par une « astuce de la Nature », celle-ci nous cachait sa vérité profonde. La voie philosophique, d’ordre transcendental, voit dans le monde une construction du sujet, comme si par une « astuce de la Raison », celle-ci ne dévoilait qu’au passage du temps les ressorts cognitifs de la connais¬sance du monde.
Inspiré par la pensée de Saussure relayée par Greimas sous les noms respectifs de sémiologie et de sémiotique, le présent ouvrage tente d’ouvrir une troisième voie épistémologique, la voie discursive, la voie du langage constructeur unique de toute connaissance, qu’il s’agisse de sciences ou de philosophie.

Voie ni réaliste, ni transcendantale, mais immanente, pour laquelle les réalités et les vérités du monde sont des « astuces de l’Énonciation ». À travers des machineries complexes, d’ordre sémantico-syntaxique, les langages construisent des « rationalités discursives » dont les unes l’emportent sur les autres et leur succèdent tout au long de l’histoire. Évitant à la fois le réalisme ingénu des sciences et le subjectivisme abstrait de la philosophie, l’« épistémologie discursive » ne suppose pas un monde donné d’avance. Pour elle, le monde résulte d’une vaste opération signique à laquelle tous les discours participent et dans laquelle l’humanité puise tous ses savoirs.


1 de set. de 2019

Sugestão de leitura: Gusti e disgusti. sociosemiotica del quotidiano - Landowski e Fiorin




A sugestão de leitura pra o mês de setembro é a obra de Eric Landowski e José Luiz Fiorin “Gusti e disgusti. sociosemiotica del quotidiano”.

Sinopse:

L'analisi semiotica, a partire dagli anni Sessanta, ha rappresentato un importante contributo alla lettura del mondo inteso come insieme di fenomeni comunicativi. Ma con il suo progressivo sviluppo, la disciplina, pur acquisendo un crescente rigore scientifico, ha tuttavia avuto il torto di diventare sempre più specialistica, con il rischio di perdere comprensibilità e capacità di incidere sulla realtà. Da qualche anno, tuttavia, è nata e si è sviluppata una nuova branca della disciplina, la "sociosemiotica", che si propone appunto di ovviare a queste difficoltà e che sceglie come oggetti di analisi fenomeni dell'esistenza quotidiana. Tema di questa analisi: il gusto, parte della nostra prassi di ogni giorno.


1 de ago. de 2019

Sugestão de leitura: "Argumentação" - José Luiz Fiorin



A indicação de leitura para o mês de agosto é o livro "Argumentação", de José Luiz Fiorin. A obra propõe "discutir as bases da argumentação” e “expor as principais organizações discursivas, ou seja, os principais tipos de argumentos” (FIORIN, 2015, p.10).

"Argumentação" é dividida em três partes: 
I “Problemas gerais de argumentação”; 
II “Os argumentos”; 
III “A organização do discurso”.

Informações e compra da obra pelo link: "Argumentação"