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18 de out. de 2021

Conferência SSU - 26 de outubro


No próximo dia 26/10, terça-feira, às 14h30, teremos a conferência Ethos et intimité en discours. L’expérience paradoxale d’une enquête identitaire ouverte à la décoïncidence.que será proferida pelo Prof. Dr. Pierluigi Basso (Lyon 2)*, no Seminário de Semiótica da Unesp (SSU). A transmissão será via YouTube e os certificados serão atribuídos via inscrição no formulário de presença, que será disponibilizado no chat durante o evento.


Ethos et intimité en discours. L’expérience paradoxale d’une enquête identitaire ouverte à la décoïncidence

Notre intervention vise à caractériser de manière contrastive la présentation de soi (éthos) et la vulnérabilité du moi, l’une étant à comprendre comme l’élaboration fictive d’une image stratégique et l’autre comme la thématisation d’un ancrage irrécusable dans un corps qui revendique alors une identité. Le discours est ainsi le meilleur partenaire pour les tentations extrémistes de l’image et de l’identité et, en même temps, un démystificateur sans merci. Il aide à prédiquer des fondements subreptices des images et des identités (mythologies de l’ego), fondements qu’il ne possède pas lui-même, et à la fois il participe largement à leur déconstruction critique. Ces paradoxes créés par le discours, en qualité d’agent double, ne peuvent qu’être au cœur des tensions qui traversent et qualifient la subjectivité énonciative. Ensuite, le sens discursif a deux « chambres » d’incubation et d’éclosion du sens : l’environnement social et l’environnement psychique. Or, ces environnements ont besoin d’échanger constamment les valeurs élaborées d’un côté ou de l’autre, ce qui montre des processus d’« extériorisation » de l’intime (extime) et d’« intimisation » du sens institué publiquement (sensibilisation). Ces transpositions des valeurs et de significations sont assurées par des médiations linguistiques et des élaborations discursives, ce qui mérite alors une enquête sémiotique de l’intimité comme construction énonciative. Tout dispositif énonciatif est « allocentré » étant donné qu’il contient une structure d’adresse, ce qui suggère que même le monologue le plus intime divise des instances subjectives, en affichant ainsi une appropriation problématique de soi et une vocation à la décoincïdence. Le paradoxe est que l’intime cherche à s’approprier soi-même car il ne s’appartient pas. Mais dans ce mouvement imperfectif et inachevé, il invite aussi d’autres profils identitaires à émerger en tant que revendications d’une disponibilité de valeurs propres et « inéchangeables ».


*Nota biobibliográfica: Pierluigi Basso Fossali est professeur en Sciences du langage à l’Université Lumière Lyon 2 et directeur du laboratoire ICAR (UMR 5191) à l’ENS de Lyon. Actuellement, il est coordinateur du Séminaire International de Sémiotique à Paris, Président de l’Association Française de Sémiotique, Vice-président de la section 07-Sciences du langage au CNU. Une synthèse de ses positions théoriques est disponible dans la monographie Vers une écologie sémiotique de la culture. Perception, gestion et réappropriation du sens (Limoges, Lambert-Lucas, 2017). Ses recherches s’inscrivent à l’intérieur d’un projet de sémiotique des cultures qui vise à articuler trois approches épistémologiques : (i) l’étude des relations entre médiations linguistiques et expérience perceptive, (ii) l’analyse des stratégies énonciatives et figuratives des textes et (iii) l’attestation et la description des pratiques de création et d’interprétation d’objets culturels par rapport à des institutions de sens spécifiques (domaines). En ce sens, son projet scientifique est unitaire et se développe sans discontinuité depuis la publication du livre Il dominio dell’arte (Roma, Meltemi, 2002). Parmi les initiatives éditoriales les plus récentes, on peut rappeler la direction du numéro 206 de Langue française (2020) et du numéro 221 de Langages (2021), consacrés à une linguistique et à une sémiotique du discours programmateurs, aussi bien que la direction de l’ouvrage Créativité sémiotique et institution du sens dans la dialectique entre l’individuel et le collectif (Limoges, Pulim, 2021) et celle des Actes du Congrès de l’Association Française de Sémiotique (Lyon, 2019), (Dés)Accords. À la recherche de la différence propice (2021).

6 de set. de 2021

Leituras GPS - 14/09

Queridas e queridos,

Seguimos em confinamento e convidamos vocês para a quarta reunião de Leituras do GPS neste ano, que ocorrerá na próxima terça-feira, 14/09, às 14h30.

Discutiremos o texto "Entre sapos, princesas, corações e mentes" da obra Sentir, saber, tornar-se - Entre o Sensório e a Identidade Narrativa, de Elizabeth Harkot-de-La-Taille (2016)A apresentação do texto e a mediação do debate ficará por conta do mestrando Danilo Zamorano (FCLAr-Unesp).

Nosso encontro será online, então é só se acomodar e se juntar a nós! 

O link da reunião: meet.google.com/pdd-esqu-woq

Até lá!

Referência: 
HARKOT-DE-LA-TAILLE, E.“Entre sapos, princesas, corações e mentes”. In. Sentir, saber, tornar-se - Entre o Sensório e a Identidade Narrativa. São Paulo: Humanitas, 2016.

17 de mai. de 2021

Conferência SSU - 25/05



No próximo dia 25/05, terça-feira, às 14h30, teremos a conferência "Antes da pandemia: memória e identidade numa perspectiva semiótica", que será proferida pela prof.ª Dr.ª. Mariana Luz Pessoa de Barros (UFSCAR)*, no Seminário de Semiótica da Unesp (SSU). A transmissão será via YouTube e os certificados serão atribuídos via inscrição no formulário de presença, que será disponibilizado no chat durante o evento.


Antes da pandemia: memória e identidade numa perspectiva semiótica

Em termos semióticos, a pandemia chegou como um acontecimento, chegou antes que estivéssemos preparados, como indivíduos e sociedade; chegou de forma tônica, como um golpe; chegou nos retirando da passagem regular do tempo ou ainda suprimindo o espaço. Esse evento terrível e paroxístico, ao contrário das expectativas iniciais e do que se nota em discursos negacionistas, ganhou longevidade. O que acontece com a identidade quando a excepcionalidade se torna duradoura? Qual é o lugar da memória num momento como o que vivemos? Essas são algumas das questões sobre as quais procuraremos refletir nesta conferência, sem a pretensão de esgotá-las. Nosso intuito é, a partir de textos diversos, como relatos, fotografias, curtas, postagens, observar o modo como a memória de hábitos e de experiências anteriores à pandemia – e aqui retomamos as noções de memória-hábito e de imagem-lembrança (Bergson, 1896) – é reconstruída ao longo da própria pandemia e seu papel na manutenção ou dissolução de identidades.


*Nota biobibliográfica: Mariana Luz Pessoa de Barros é docente do Departamento de Letras da Universidade Federal de São Carlos e líder do Grupo de Pesquisa Interdisciplinar em Semiótica. É mestre (2006) e doutora (2011) em Semiótica e Linguística Geral pela Universidade de São Paulo, realizou estágio de doutoradosanduíche na Université Paris 8, e possui pósdoutorado em Linguística (2016) pela Universidade de São Paulo. Entre suas publicações, encontram-se o livro O discurso da memória: entre o sensível e o inteligível (2012) e artigos sobre semiótica, tempo, memória e autobiografía.

E-mail: maluzpessoa@gmail.com

20 de abr. de 2021

Conferência SSU - 27/04




No próximo dia 27/04, terça-feira, às 14h30, teremos a conferência "Semiótica da violência: hegemonia da branquitude e desumanização na cobertura policial", que será proferida pelo prof. Dr. Matheus Nogueira Schwartzmann (Unesp)*, no Seminário de Semiótica da Unesp (SSU). A transmissão será via YouTube e os certificados serão atribuídos via inscrição no formulário de presença, que será disponibilizado no chat durante o evento.


Semiótica da violência: hegemonia da branquitude e desumanização na cobertura policial

A vida – cotidiana, afetiva, psíquica, material e simbólica – das brasileiras e dos brasileiros é inteiramente atravessada pelo racismo. Esse atravessamento se reproduz de modo contínuo por práticas sociais diversas, estabilizadas nos sistemas educacional e legislativo, no cânone literário, na indústria cultural e nos meios de comunicação de massa, por exemplo, que, de modo coordenado, emolduram formas de vida e modos de existência da branquitude. Esse emolduramento produz um corte profundo na cultura, pois a prevalência de valores hegemônicos da branquitude – determinados pelo que podemos chamar de arquiformas de vida – cria um simulacro de real que exclui do campo do humano o grupo de pessoas racializadas. Nesta reflexão, partindo dessas constatações imediatas, buscaremos compreender as formas de vida da violência em alguns veículos de imprensa, que redundam, de um lado, na banalização e na naturalização da violência policial, em um processo de desumanização de pessoas racializadas, e, de outro lado, em procedimentos de sensibilização e benevolência, ligados à arquiforma de vida da branquitude.


*Nota biobibliográfica: Matheus Nogueira Schwartzmann é docente do Departamento de Estudos Linguísticos, Literários e da Educação, da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp de Assis, e do Programa de Pós-graduação em Linguística e Língua Portuguesa, da Unesp de Araraquara, do qual é atualmente Vice-coordenador. Atua na área de semiótica discursiva. Tradutor de diversos artigos, é autor de trabalhos sobre discurso, práticas semióticas e formas de vida, como “O retrato da chacina: estratégias de humanização no Caderno Cotidiano” (2019), “A noção de texto e os níveis de pertinência da análise semiótica” (2018), “Reflexões para uma semiótica das culturas: o caso da identidade trans” (2017) e “A noção de gênero em Semiótica” (2012), estes últimos com Jean Cristtus Portela. Organizou obras como Leitura: a circulação de discursos na contemporaneidade (2013) e Semiótica: identidade e diálogos (2012), e foi Editor da Revista do GEL (2016-2020). Foi Coordenador do GT de Semiótica da ANPOLL no biênio 2018-2020, é Secretário da Associação Brasileira de Semiótica – ABES e líder do Grupo de Pesquisa em Semiótica da Unesp (GPS-Unesp)


24 de nov. de 2020

Conferência com Maria Giulia Dondero - 03/12

No próximo dia 03/12, quinta-feira, às 14h30, teremos a conferência "La généalogie des formes de Focillon et Wanburg à lá Computer Vision: le problème de la segmentation de l' image", de Maria Giulia Dondero (Université de Liège/FNRS), no Seminário de Semiótica da Unesp (SSU). A transmissão será via YouTube e as inscrições aqui

Seguem os resumos da conferência e uma nota biobibliográfica sobre Maria Giulia Dondero:

La généalogie des formes de Focillon et Warburg à la Computer Vision. Le problème de la segmentation de l’image

Maria Giulia Dondero (Fonds National de la Recherche Scientifique/ Université de Liège)

Cette conférence porte sur deux problèmes épineux: l’analyse diachronique des formes visuelles et la segmentation du langage visuel. Comment segmenter une image ? Cette question a été posée pour la première fois par Roland Barthes dans les années 1960 dans ses articles sur la photographie, par Emile Benveniste dans « La sémiologie de la langue » (1969) et ensuite par d’autres théoriciens du visuel. Ce problème se représente aujourd’hui dans la Computer Vision et dans les méthodes automatiques de traitement de l’image. 

Cette conférence abordera la relation entre les approches contemporaines de la vision par ordinateur et la généalogie des formes visuelles dans l'histoire de l'art telle que conçue par Aby Warburg (Atlas Mnemosyne, 1924-1929), et Henri Focillon (La vie des formes, 1934). Les projets de Warburg et de Focillon sont restés inachevés en raison de la difficulté à détecter des modèles dans les œuvres des musées et des collections, qui étaient à la fois dispersées géographiquement et disparates en termes de supports et de périodes couvertes. La numérisation croissante des œuvres d'art, la disponibilité de bases de données en ligne et le traitement informatique de grands corpus d'images rendent désormais ces projets techniquement réalisables. Nous allons à ce propos examiner certains projets de recherche en cours aux États-Unis et en Europe qui font revivre les projets ambitieux et exigeants de Warburg et de Focillon, notamment le projet Media Visualization des « Cultural Analytics » dirigés par Lev Manovich, et le projet Replica du Digital Humanities Lab de l'EPFL. 

Nota bio-bibliográfica

 Maria Giulia Dondero é pesquisadora sênior do Fundo Nacional de Pesquisa Científica (F.R.S.-FNRS) e leciona semiótica visual na Universidade de Liège.

Ela é autora de quatro livros: Les langages de l’image. De la peinture aux Big Visual Data (Hermann, Paris, 2020); Des images à problèmes. Le sens du visuel à l’épreuve de l’image scientifique (com J. Fontanille, Pulim, 2012), traduzido para o inglês: The Semiotic Challenge of Scientific Images. A Test Case for Visual Meaning (Legas Publishing, 2014); Sémiotique de la photographie (com P. Basso Fossali, Pulim, 2011) e Le sacré dans l’image photographique. Études sémiotiques (Paris, 2009).

Publicou cerca de 100 artigos em francês, italiano, inglês, alguns deles traduzidos para os idiomas: português, espanhol e polonês. Editou cerca de vinte obras coletivas e números de periódicos especiais sobre fotografia, imagem científica e teoria da imagem, mais recentemente: Les Discours syncrétiques. Poésie visuelle, bande dessinée, graffitis (Presses universitaires de Liège, 2019, avec S. Badir et F. Provenzano), L’image peut-elle nier ? (Presses universitaires de Liège, 2016, avec S. Badir) e Les plis du visuel. Réflexivité et énonciation dans l’image (Lambert Lucas, 2017, avec A. Beyaert-Geslin et A. Moutat).

Ela é co-fundadora e diretora da revista Signata Annales des sémiotiques / Annals of Semiotics e co-diretora da coleção Sigilla.

Foi professora visitante em várias universidades, incluindo a UNESP (São Paulo), Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) da Cidade do México, Panthéon-Assas University, Paris e na Celsa Sorbonne University. 

Também é Secretária Geral da International Association for Visual Semiotics (IAVS) desde 2015 e Vice-Presidente da Association Française de Sémiotique (AFS).

Grande parte de seu trabalho está disponível em acesso aberto neste endereço:https://frs-fnrs.academia.edu/MariaGiuliaDondero



3 de set. de 2020

Certificados da palestra: "Sincrestismo, ponto de vista e acontecimento em reportagens sobre a imigração"

Baixe o certificado da palestra realizada no último dia 09 de agosto, pelo Prof. Dr. Alexandre Marcelo Bueno (UPM), pelo link "Sincretismo, ponto de vista e acontecimento em reportagens sobre imigração". Os arquivos no link estão identificados com o nome do ouvinte. 

24 de abr. de 2017

Início das atividades do SSU e do LeSem em 2017

Em 2017, os encontros do Seminário de Semiótica da Unesp (SSU) e do grupo de leitura LeSem: Leituras em Semiótica acontecerão mensalmente às terças-feiras, respectivamente, das 9h30 às 11h e das 11h às 12h30, na sala 37 da Faculdade de Ciências e Letras da UNESP, câmpus de Araraquara.

Próximo encontro:


SSU


25/04 (terça-feira, das 9h30 às 11h, sala 37)

A prática da psicografia: corpo e transmissão em relatos de experiência mediúnica
Cintia Alves da Silva (GPS-UNESP - UNESP/Araraquara)

Sémiotique et bandes dessinées: un renouveau méthodologique dans l'analyse des énoncés syncrétiques
Leslie Rachel Goufo Zemmo (Doutoranda - Université de Liège/Bélgica)


LeSem

25/04 (terça-feira, das 11h às 12h30, sala 37)

Obra para leitura: Semântica Estrutural, de A. J. Greimas.
Debatedores: Cintia Alves da Silva (GPS-UNESP - UNESP/Araraquara) e Leslie Rachel Goufo Zemmo (Doutoranda - Université de Liège/Bélgica)



Consulte aqui a programação completa de 2017.

17 de jun. de 2014

COMUNICADO: Próximo encontro do SSU (23/06) foi adiado

Caros, 

Devido à greve docente e técnico-administrativa e à paralisação discente na UNESP, o próximo encontro do SSU, programado para o dia 23/06, foi adiado. O evento será reagendado oportunamente. 

Divulgaremos a nova data no blog do seminário (http://www.seminariodesemiotica.blogspot.com.br/ ), na fanpage ( https://www.facebook.com/seminariodesemiotica ) e pelas listas de e-mail dos grupos de pesquisa. Acompanhem! 

Atenciosamente,

 Equipe organizadora do SSU.