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18 de out. de 2021

Conferência SSU - 26 de outubro


No próximo dia 26/10, terça-feira, às 14h30, teremos a conferência Ethos et intimité en discours. L’expérience paradoxale d’une enquête identitaire ouverte à la décoïncidence.que será proferida pelo Prof. Dr. Pierluigi Basso (Lyon 2)*, no Seminário de Semiótica da Unesp (SSU). A transmissão será via YouTube e os certificados serão atribuídos via inscrição no formulário de presença, que será disponibilizado no chat durante o evento.


Ethos et intimité en discours. L’expérience paradoxale d’une enquête identitaire ouverte à la décoïncidence

Notre intervention vise à caractériser de manière contrastive la présentation de soi (éthos) et la vulnérabilité du moi, l’une étant à comprendre comme l’élaboration fictive d’une image stratégique et l’autre comme la thématisation d’un ancrage irrécusable dans un corps qui revendique alors une identité. Le discours est ainsi le meilleur partenaire pour les tentations extrémistes de l’image et de l’identité et, en même temps, un démystificateur sans merci. Il aide à prédiquer des fondements subreptices des images et des identités (mythologies de l’ego), fondements qu’il ne possède pas lui-même, et à la fois il participe largement à leur déconstruction critique. Ces paradoxes créés par le discours, en qualité d’agent double, ne peuvent qu’être au cœur des tensions qui traversent et qualifient la subjectivité énonciative. Ensuite, le sens discursif a deux « chambres » d’incubation et d’éclosion du sens : l’environnement social et l’environnement psychique. Or, ces environnements ont besoin d’échanger constamment les valeurs élaborées d’un côté ou de l’autre, ce qui montre des processus d’« extériorisation » de l’intime (extime) et d’« intimisation » du sens institué publiquement (sensibilisation). Ces transpositions des valeurs et de significations sont assurées par des médiations linguistiques et des élaborations discursives, ce qui mérite alors une enquête sémiotique de l’intimité comme construction énonciative. Tout dispositif énonciatif est « allocentré » étant donné qu’il contient une structure d’adresse, ce qui suggère que même le monologue le plus intime divise des instances subjectives, en affichant ainsi une appropriation problématique de soi et une vocation à la décoincïdence. Le paradoxe est que l’intime cherche à s’approprier soi-même car il ne s’appartient pas. Mais dans ce mouvement imperfectif et inachevé, il invite aussi d’autres profils identitaires à émerger en tant que revendications d’une disponibilité de valeurs propres et « inéchangeables ».


*Nota biobibliográfica: Pierluigi Basso Fossali est professeur en Sciences du langage à l’Université Lumière Lyon 2 et directeur du laboratoire ICAR (UMR 5191) à l’ENS de Lyon. Actuellement, il est coordinateur du Séminaire International de Sémiotique à Paris, Président de l’Association Française de Sémiotique, Vice-président de la section 07-Sciences du langage au CNU. Une synthèse de ses positions théoriques est disponible dans la monographie Vers une écologie sémiotique de la culture. Perception, gestion et réappropriation du sens (Limoges, Lambert-Lucas, 2017). Ses recherches s’inscrivent à l’intérieur d’un projet de sémiotique des cultures qui vise à articuler trois approches épistémologiques : (i) l’étude des relations entre médiations linguistiques et expérience perceptive, (ii) l’analyse des stratégies énonciatives et figuratives des textes et (iii) l’attestation et la description des pratiques de création et d’interprétation d’objets culturels par rapport à des institutions de sens spécifiques (domaines). En ce sens, son projet scientifique est unitaire et se développe sans discontinuité depuis la publication du livre Il dominio dell’arte (Roma, Meltemi, 2002). Parmi les initiatives éditoriales les plus récentes, on peut rappeler la direction du numéro 206 de Langue française (2020) et du numéro 221 de Langages (2021), consacrés à une linguistique et à une sémiotique du discours programmateurs, aussi bien que la direction de l’ouvrage Créativité sémiotique et institution du sens dans la dialectique entre l’individuel et le collectif (Limoges, Pulim, 2021) et celle des Actes du Congrès de l’Association Française de Sémiotique (Lyon, 2019), (Dés)Accords. À la recherche de la différence propice (2021).

20 de abr. de 2021

Conferência SSU - 27/04




No próximo dia 27/04, terça-feira, às 14h30, teremos a conferência "Semiótica da violência: hegemonia da branquitude e desumanização na cobertura policial", que será proferida pelo prof. Dr. Matheus Nogueira Schwartzmann (Unesp)*, no Seminário de Semiótica da Unesp (SSU). A transmissão será via YouTube e os certificados serão atribuídos via inscrição no formulário de presença, que será disponibilizado no chat durante o evento.


Semiótica da violência: hegemonia da branquitude e desumanização na cobertura policial

A vida – cotidiana, afetiva, psíquica, material e simbólica – das brasileiras e dos brasileiros é inteiramente atravessada pelo racismo. Esse atravessamento se reproduz de modo contínuo por práticas sociais diversas, estabilizadas nos sistemas educacional e legislativo, no cânone literário, na indústria cultural e nos meios de comunicação de massa, por exemplo, que, de modo coordenado, emolduram formas de vida e modos de existência da branquitude. Esse emolduramento produz um corte profundo na cultura, pois a prevalência de valores hegemônicos da branquitude – determinados pelo que podemos chamar de arquiformas de vida – cria um simulacro de real que exclui do campo do humano o grupo de pessoas racializadas. Nesta reflexão, partindo dessas constatações imediatas, buscaremos compreender as formas de vida da violência em alguns veículos de imprensa, que redundam, de um lado, na banalização e na naturalização da violência policial, em um processo de desumanização de pessoas racializadas, e, de outro lado, em procedimentos de sensibilização e benevolência, ligados à arquiforma de vida da branquitude.


*Nota biobibliográfica: Matheus Nogueira Schwartzmann é docente do Departamento de Estudos Linguísticos, Literários e da Educação, da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp de Assis, e do Programa de Pós-graduação em Linguística e Língua Portuguesa, da Unesp de Araraquara, do qual é atualmente Vice-coordenador. Atua na área de semiótica discursiva. Tradutor de diversos artigos, é autor de trabalhos sobre discurso, práticas semióticas e formas de vida, como “O retrato da chacina: estratégias de humanização no Caderno Cotidiano” (2019), “A noção de texto e os níveis de pertinência da análise semiótica” (2018), “Reflexões para uma semiótica das culturas: o caso da identidade trans” (2017) e “A noção de gênero em Semiótica” (2012), estes últimos com Jean Cristtus Portela. Organizou obras como Leitura: a circulação de discursos na contemporaneidade (2013) e Semiótica: identidade e diálogos (2012), e foi Editor da Revista do GEL (2016-2020). Foi Coordenador do GT de Semiótica da ANPOLL no biênio 2018-2020, é Secretário da Associação Brasileira de Semiótica – ABES e líder do Grupo de Pesquisa em Semiótica da Unesp (GPS-Unesp)


18 de mar. de 2021

Conferência com a profa. Dra. Luiza Helena Oliveira da Silva (UFT) - 23/03

 



No próximo dia 23/03, terça-feira, às 14h30, teremos a conferência "Narrativa de uma busca interminável: Lacunas no sujeito e na história em romances de Milton Hatoum", com a profa. Dra. Luiza Helena Oliveira da Silva (Universidade Federal do Tocantins), em ocasião do Seminário de Semiótica da Unesp (SSU). A transmissão será ao vivo via YouTube e as inscrições serão feitas aqui


Narrativa de uma busca interminável: Lacunas no sujeito e na história em romances de Milton Hatoum

Dra. Luiza Helena Oliveira da Silva (UFT)*

Este trabalho analisa os romances A noite de espera (2017) e Pontos de fuga (2019), que compõem a trilogia O lugar mais sombrio, de Milton Hatoum. De natureza ficcional, tematizam o passado recente do país, imerso por anos (1964-1985) em uma ditadura. Seus personagens, transitando entre Brasília, São Paulo e Paris, são também protagonistas de movimentos de resistência política no contexto urbano e sofrem as consequências da prisão, tortura e morte aplicados aos considerados pelos militares como subversivos. Como elo entre tantas histórias que se cruzam, numa mistura de vozes que constroem uma narrativa cada vez mais polifônica, há o silêncio sobre o destino da mãe de Martim. Estratégia narrativa para postergar o desenlace e/ou projeto do autor para acentuar os vazios sobre o vivido nos anos de chumbo, é o silêncio e sua abertura para os sentidos possíveis que constroem Martim como sujeito da espera e de busca de uma verdade que demora a revelar-se. Na análise, mobilizamos estudos da literatura que tematizam a memória da ditadura e da semiótica discursiva, considerando categorias da sociossemiótica e da semiótica tensiva.


*Luiza Helena Oliveira da Silva é mestre e doutora em Letras pela Universidade Federal Fluminense e realizou estágio pós-doutoral em sociossemiótica no Centre de Recherches Politiques (CEVIPOF-CNRS) com bolsa CAPES entre 2013 e 2014. 

Docente na Universidade Federal do Tocantins (UFT), câmpus de Araguaína, atua nos cursos de Licenciatura em Letras, Mestrado Profissional em Letras em Rede Nacional (ProfLetras) e Programa de Pós Graduação em Letras: Ensino de Língua e Literatura (PPGL). Além disso, atuou como docente permanente do Programa de Pós-graduação Cultura e Território (PPGCult) até 2020.

Desde 2015, é coordenadora do ProfLetras/UFT. Em 2016, assumiu como editora-chefe da Revista EntreLetras (PPGL/UFT).

Membro do GT de Semiótica da ANPOLL, a pesquisadora ocupa-se, em suas pesquisas, da semiótica discursiva aplicada ao ensino de língua e literatura, da memória e da formação de professores, da semiótica do espaço, bem como da semiótica e literatura do testemunho. Ela também é membro do grupo de pesquisa SEDI (Semiótica e Discurso), da UFF, coordena o GESTO (Grupo de Estudos do Sentido ? Tocantins), na UFT e, no biênio 2017-2019, foi membro da diretoria do GELLNORTE (Grupo de Estudos Linguísticos e Literários do Norte).






24 de nov. de 2020

Conferência com Maria Giulia Dondero - 03/12

No próximo dia 03/12, quinta-feira, às 14h30, teremos a conferência "La généalogie des formes de Focillon et Wanburg à lá Computer Vision: le problème de la segmentation de l' image", de Maria Giulia Dondero (Université de Liège/FNRS), no Seminário de Semiótica da Unesp (SSU). A transmissão será via YouTube e as inscrições aqui

Seguem os resumos da conferência e uma nota biobibliográfica sobre Maria Giulia Dondero:

La généalogie des formes de Focillon et Warburg à la Computer Vision. Le problème de la segmentation de l’image

Maria Giulia Dondero (Fonds National de la Recherche Scientifique/ Université de Liège)

Cette conférence porte sur deux problèmes épineux: l’analyse diachronique des formes visuelles et la segmentation du langage visuel. Comment segmenter une image ? Cette question a été posée pour la première fois par Roland Barthes dans les années 1960 dans ses articles sur la photographie, par Emile Benveniste dans « La sémiologie de la langue » (1969) et ensuite par d’autres théoriciens du visuel. Ce problème se représente aujourd’hui dans la Computer Vision et dans les méthodes automatiques de traitement de l’image. 

Cette conférence abordera la relation entre les approches contemporaines de la vision par ordinateur et la généalogie des formes visuelles dans l'histoire de l'art telle que conçue par Aby Warburg (Atlas Mnemosyne, 1924-1929), et Henri Focillon (La vie des formes, 1934). Les projets de Warburg et de Focillon sont restés inachevés en raison de la difficulté à détecter des modèles dans les œuvres des musées et des collections, qui étaient à la fois dispersées géographiquement et disparates en termes de supports et de périodes couvertes. La numérisation croissante des œuvres d'art, la disponibilité de bases de données en ligne et le traitement informatique de grands corpus d'images rendent désormais ces projets techniquement réalisables. Nous allons à ce propos examiner certains projets de recherche en cours aux États-Unis et en Europe qui font revivre les projets ambitieux et exigeants de Warburg et de Focillon, notamment le projet Media Visualization des « Cultural Analytics » dirigés par Lev Manovich, et le projet Replica du Digital Humanities Lab de l'EPFL. 

Nota bio-bibliográfica

 Maria Giulia Dondero é pesquisadora sênior do Fundo Nacional de Pesquisa Científica (F.R.S.-FNRS) e leciona semiótica visual na Universidade de Liège.

Ela é autora de quatro livros: Les langages de l’image. De la peinture aux Big Visual Data (Hermann, Paris, 2020); Des images à problèmes. Le sens du visuel à l’épreuve de l’image scientifique (com J. Fontanille, Pulim, 2012), traduzido para o inglês: The Semiotic Challenge of Scientific Images. A Test Case for Visual Meaning (Legas Publishing, 2014); Sémiotique de la photographie (com P. Basso Fossali, Pulim, 2011) e Le sacré dans l’image photographique. Études sémiotiques (Paris, 2009).

Publicou cerca de 100 artigos em francês, italiano, inglês, alguns deles traduzidos para os idiomas: português, espanhol e polonês. Editou cerca de vinte obras coletivas e números de periódicos especiais sobre fotografia, imagem científica e teoria da imagem, mais recentemente: Les Discours syncrétiques. Poésie visuelle, bande dessinée, graffitis (Presses universitaires de Liège, 2019, avec S. Badir et F. Provenzano), L’image peut-elle nier ? (Presses universitaires de Liège, 2016, avec S. Badir) e Les plis du visuel. Réflexivité et énonciation dans l’image (Lambert Lucas, 2017, avec A. Beyaert-Geslin et A. Moutat).

Ela é co-fundadora e diretora da revista Signata Annales des sémiotiques / Annals of Semiotics e co-diretora da coleção Sigilla.

Foi professora visitante em várias universidades, incluindo a UNESP (São Paulo), Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) da Cidade do México, Panthéon-Assas University, Paris e na Celsa Sorbonne University. 

Também é Secretária Geral da International Association for Visual Semiotics (IAVS) desde 2015 e Vice-Presidente da Association Française de Sémiotique (AFS).

Grande parte de seu trabalho está disponível em acesso aberto neste endereço:https://frs-fnrs.academia.edu/MariaGiuliaDondero



14 de set. de 2020

Conferência SSU - 24/09



Salve, salve, queridas e queridos,


No próximo dia 24/09 teremos a conferência de Carolina Lindenberg Lemos (UFC), no Seminário de Semiótica da Unesp (SSU), quinta-feira, às 14h30. A transmissão será via YouTube. Informações sobre as inscrições aqui.


Segue o resumo de nossa conferencista:

A Semiótica Francesa após 1980: entre dispersão e convergência

Carolina Lindenberg Lemos (UFC)

Esta conferência pretende apresentar argumentos que possam sustentar a hipótese que a semiótica francesa se constitui com um paradigma científico nos termos de Thomas Kuhn (1970). A partir de balizas externas como a publicação de Sémantique: dictionnaire raisonnée de la théorie du langage (1979) e o falecimento de seu fundador A. J. Greimas em 1992, estabelecemos a década de 1980 como ponto de inflexão que poderia fazer a ponte entre a fundação da disciplina e seus desdobramentos atuais. Sendo assim, propusemos a investigação das publicações de artigos e relatórios de trabalho do Grupo de Pesquisas Semiolinguísticas de Paris, encabeçado por Greimas, que vieram a público na forma dos antigos números dos Actes sémiotiques (1977-1987). O trabalho de levantamento, organização e análise transversal do corpus – em especial da série Bulletins – confirma a hipótese inicial, revelando em seu percurso não apenas os temas abordados nos seminários e ateliês, como também o funcionamento interno dos trabalhos do Grupo de Paris. A alta atividade de pesquisa num centro importante, a atração duradoura do grupo em volta de questões suficientemente inovadoras e abertas se configuram assim como elementos centrais para a confirmação da semiótica francesa como paradigma científico. Por fim, a pesquisa epi-historiográfica com o corpus gerou produtos igualmente importantes, uma vez que o material levantado e tratado constitui fonte central não apenas para o historiógrafo interessado na disciplina, mas também para os semioticistas em geral, dado o constante retorno da teoria a seus fundamentos teóricos e metodológicos.

3 de set. de 2020

Certificados da palestra: "Sincrestismo, ponto de vista e acontecimento em reportagens sobre a imigração"

Baixe o certificado da palestra realizada no último dia 09 de agosto, pelo Prof. Dr. Alexandre Marcelo Bueno (UPM), pelo link "Sincretismo, ponto de vista e acontecimento em reportagens sobre imigração". Os arquivos no link estão identificados com o nome do ouvinte. 

28 de jan. de 2019

Colóquio Internacional “Linguagens sincréticas: novos objetos, novas abordagens teóricas” - 30 a 31/01/2019, FCLAr, Anfiteatro E


O Colóquio Internacional “Linguagens sincréticas: novos objetos, novas abordagens teóricas”, que acontecerá nos dias 30 e 31 de janeiro de 2019 na Faculdade de Ciências e Letras da Unesp de Araraquara, será consagrado ao estudo semiótico teórico e aplicado da combinação de diferentes linguagens (verbal, visual, sonora, gráfica, pictural, fotográfica, espacial, etc.) na construção de objetos contemporâneos como as inscrições e as intervenções urbanas, a história em quadrinhos, a mídia, a divulgação científica e a poesia visual, entre outros, preferencialmente em abordagem comparativa Brasil/Bélgica.

O colóquio é uma atividade do projeto bilateral Sprint Fapesp/FNRS Semiotic Approaches to Syncretic Discourses (processo Sprint Fapesp/FNRS n. 2016/50473-0), em parceria da Unesp com a Université de Liège (Bélgica), sob a responsabilidade de Jean Cristtus Portela (Unesp) e Maria Giulia Dondero (FNRS/ULiège), e dará continuidade aos trabalhos iniciados na Journée d’études “Les langages syncrétiques: vers une approche énonciative et matérielle”, realizada na Université de Liège, em outubro de 2017, por M. G. Dondero (FNRS/ULiège), S. Badir (FNRS/ULiège), J.-P. Bertrand e F. Provenzano  (ULiège).

A inscrições para participação como ouvinte podem ser feitas até 29/01/2019 (40 vagas, entrada franca):

Os resumos das comunicações podem ser consultados abaixo.


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Colóquio Internacional “Linguagens sincréticas: novos objetos, novas abordagens teóricas”
Projeto Bilateral Sprint Fapesp/FNRS, Unesp/Université de Liège
30 e 31 de janeiro de 2019, FCL/Unesp, câmpus de Araraquara - Anfiteatro E


R E S U M O S



Os sincretismos constitutivos e potenciais do plano de expressão: um estudo da poesia brasileira contemporânea

Antonio Vicente Seraphim Pietroforte (USP)

A poesia circula entre seus coenunciadores, predominantemente, por meio de livros, realizando-se, desse modo, em uma semiótica que parece explicitamente verbal. Escrita nos livros, essa poesia se presta a análises centradas no plano de conteúdo, pois, lida em silêncio, ela aparece muda. A poesia, porém, é expressa em formas prosódicas e fonológicas, o que a aproxima das semióticas musicais, ao menos ritmicamente, por meio dos pés de versos, e sonoramente, por meio de rimas, aliterações e assonâncias. Uma vez estabilizadas formas prosódico-fonológicas, elas também implicam, de modo menos explícito, relações espaciais, marcadas pela regularidade seja dos pés de verso, seja da disposição sistemática de rimas, aliterações e assonâncias, seja pela combinação de ambas. Há, por isso mesmo, sincretismo musical e visual, mesmo que potencialmente, em semióticas, em princípio, apenas consideradas verbais. Com base nesse questionamento e no estudo de alguns casos da poesia brasileira contemporânea, nossa comunicação encaminha-se para uma concepção sincrética de todo plano de expressão, buscando superar alguns problemas de epistemologias baseadas no sincretismo entre diversas semióticas, com códigos específicos, além de propor uma análise gerativa do plano de expressão inspirada no modelo musical da estética da sonoridade, proposto por Didier Guigue, professor de música da Universidade Federal da Paraíba.

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Textos de divulgação científica na revista Pesquisa Fapesp

Arnaldo Cortina (Unesp/CNPq)

Este trabalho tem por objetivo examinar a constituição verbo-visual dos textos publicados na revista Pesquisa Fapesp, que tem o intuito de difundir para o público geral resultados de pesquisas desenvolvidas em âmbito internacional e nacional, principalmente no que se refere às universidades brasileiras ou do estado de São Paulo. As reportagens da revista trazem sempre informações científicas acompanhadas de elementos visuais que pretendem dar um contorno mais didático para as informações. Procuraremos verificar como se dá, portanto, a relação entre os elementos verbais e os visuais na configuração dos textos das reportagens.

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Représentation diagrammatique des rapports symboliques dans les preuves logico-mathématiques

Bruno Leclercq (Université de Liège)

Du fait de leur bidimensionalité, diagrammes et graphes permettent de figurer dans l'espace des rapports formels complexes et pluridimensionnels structurant des domaines abstraits tels qu'on les trouve dans la pensée logico-mathématique. C'est la raison pour laquelle ils accompagnent régulièrement les symboles linguistiques dans les preuves logico-mathématiques. A partir d'exemples concrets de différents modes de démonstration en logique des prédicats, nous tâcherons toutefois de montrer que cet avantage de bidimensionnalité sert moins à figurer iconiquement les rapports abstraits eux-mêmes qu'à figurer les rapports formels entre symboles qui représentent ces rapports abstraits.

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A transversalidade das categorias tensivas no tratamento da expressão

Carolina Lindenberg Lemos (UFC)

Na busca por categorias que pudessem dar conta do aspecto mais fluido e contínuo do sentido, Zilberberg (2011; 2012; entre outros) importa elementos advindos da expressão musical e atribui-lhes amplitude e generalidade na formulação tensiva. Em outra ocasião (LINDENBERG LEMOS, 2010; 2016), na esteira de Tatit (2007), investigamos de que maneira as categorias tensivas são subjacentes às categorias semissimbólicas. Esses estudos não somente criam as condições para um tratamento menos ad hoc das relações entre expressão e conteúdo, como também oferecem a possibilidade de analisar ambos os planos da linguagem com as mesmas categorias. Nesta fase da pesquisa, propomos estender o emprego das categorias tensivas para tratar transversalmente as diferentes linguagens de manifestação envolvidas nos objetos sincréticos. Dessa forma, o uso de um ferramental único para tratamento das diferentes substâncias da expressão permite levantar, por exemplo, a questão de se a análise aponta para uma convergência ou para um conflito entre as diferentes linguagens; e, como no semissimbolismo, se o resultado da análise da(s) expressão(ões) gera cifras convergentes ou conflituosas com a cifra do conteúdo.

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Sincretismo do verbal e do visual nos textos na internet: questões de temporalização e de espacialização

Diana Luz Pessoa de Barros (Mackenzie/USP/CNPq)

Nesta exposição, o objetivo é examinar a programação temporal dos textos sincréticos de verbal e de visual na internet. A caracterização dos discursos na internet pelo sincretismo e pela complexidade concessiva entre fala e escrita, que propomos em vários estudos, explicam o interesse e a necessidade de se examinar a programação textual desses textos. A exposição está organizada em duas partes; a primeira sobre a programação textual, em que são apresentados os conceitos semióticos de texto e de plano da expressão; a segunda sobre a programação dos textos na internet, em que são examinadas as decorrências do sincretismo entre o verbal e o visual na programação desses textos. Foram analisados casos de programação textual no WhatsApp, no Jornal Online e no Facebook. Entre os resultados obtidos deve ser salientado que os textos na internet, em decorrência da complexidade entre fala e escrita e, portanto, do sincretismo verbo-visual, são tecidos de muitos fios temporais: o da organização temporal do discurso; o da programação sonora linear do tempo e o da organização visual e, portanto, espacial do tempo. O último caso é uma embreagem heterocategórica, em que a programação espacial produz o sentido de organização também temporal. 

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Intersemiótico: imagem/texto

Elizabeth Harkot-de-la-Taille (USP)
Juliana Di Fiori Pondian (USP)

Será apresentado o conceito de Francis Edeline de Intersemiótico, conjugando as linguagens verbal e visual, ou, mais especificamente, o movimento que as faz evoluir em uma ou outra direção, a transmigração da imagem em texto e vice-versa, a partir de objetos específicos. Edeline traça o percurso que leva de uma semiótica a outra e vai do mandala (dotado de uma visualidade que se manifesta estruturalmente como texto) ao poema visual (texto que se converte em imagem), tendo como graus intermediários o brasão, o caligrama, o poema semiótico, o monograma, o poema letrista, a tatuagem, o yantra, o rébus, as letras capitais medievais e os alfabetos hieroglíficos. A partir das proposições de Edeline, serão observados alguns exemplos da intersemioticidade na poesia visual, justamente um entre-lugar já classificado como Intersemiótico, Sincrético, Híbrido, Multimodal, Intermedia, entre outras denominações que evocaram a pergunta (título de livro-poema) de Arnaldo Antunes: Como é que chama o nome disso?

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Syncrétismes urbains: typologie rhétorique des inscriptions de rue

François Provenzano (Université de Liège)

Le propos défendra l’hypothèse selon laquelle le cadre urbain est un opérateur de syncrétisme, c’est-à-dire une configuration à la fois sociale et spatiale qui favorise les mises en tension de systèmes sémiotiques différents. Cette hypothèse puisera notamment aux sources des essais de Benjamin et de Kracauer, ainsi qu’aux apports plus récents de la linguistique interactionniste dans les études urbaines (Mondada). Elle sera mise à l’épreuve du cas des inscriptions de rue, dont nous proposerons une typologie rhétorique, attentive aux positions énonciatives qu’elles mettent en jeu, aux formes de conflictualité qu’elles scénarisent (ou au contraire qu’elles lissent), aux matérialités qui les supportent, et aux modes d’institutionnalisation qui s’y appliquent.

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O retrato como estratégia de humanização no jornal impresso

Matheus Nogueira Schwartzmann (Unesp)

O objetivo de nosso trabalho é discutir as estratégias enunciativas envolvidas na construção da(s) identidade(s) e do(s) corpo(s) de vítima(s) de violência, em uma reportagem publicada no Caderno “Cotidiano”, do jornal diário Folha de São Paulo. De modo geral, matérias com tal conteúdo no Caderno “Cotidiano” valem-se de recursos sincréticos que levam ao apagamento da identidade das vítimas. Tais recursos incluem, frequentemente, o uso de infográficos, ilustrações e fotografias panorâmicas ou desfocadas, que, quando o fazem, revelam apenas parcialmente cenas do crime e os corpos dos sujeitos citados na matéria. Ao contrário do que acontece em veículos de mídia ditos sensacionalistas, a Folha de São Paulo parece adotar uma evidente estratégia de dessensibilização, que por sua vez promove um processo de desumanização das vítimas, tornando o fato mais palatável para um jornal diário, distanciando a realidade violenta narrada na matéria da vida cotidiana do enunciatário-leitor. É por essa razão que o emprego do retrato de uma vítima, em matéria de novembro de 2017, nos chama a atenção: trata-se de uma estratégia que vai, pouco a pouco, reconstruir uma história de vida, um corpo, uma classe social, levando a um procedimento de ressensibilização à violência. Tal estratégia, que tem no uso do retrato, como queremos crer, o seu ponto de partida, leva a um processo de identificação e de aproximação entre a imagem da vítima e a própria imagem do enunciatário-leitor do jornal, culminando em um inusual procedimento de humanização. 

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Sincretismo, sinestesia, profundidade
                                                                   
Norma Discini (USP)

Atentando para pinturas contemporâneas, sobre as quais são inscritos enunciados verbais, examinaremos essa semiose plástica peculiar – com vistas a descrever como o sincretismo evolui para a sinestesia. A partir daí descreveremos como se esboçam, no interior dos quadros, diferentes estratos de profundidade para a instalação do observador-contemplador. Concebendo a sinestesia não restrita a uma figura de retórica, mas como operador da sensibilidade estética, verificaremos quais são os recursos sincréticos que, incorporados à sinestesia, promovem aumento da emoção e fortalecimento da tonicidade do sentir na percepção da própria estesia. Para isso, tomaremos como apoio: a) as bases da semiótica discursiva, em especial o estudo sobre o Crer e o saber (um único universo cognitivo), de Algirdas Julien Greimas (2014); b) os desdobramentos tensivos da teoria, em especial o estudo de Claude Zilberberg sobre a sinestesia (2005) e sobre a aspectualização da temporalidade e da espacialidade (2006); o estudo de autoria Sémir Badir, Sur la Profondeur (2009). Como objeto de análise, traremos à luz pinturas de José Antônio da Silva (1909-1996), artista brasileiro classificado como “naïf”: um pintor que imprimiu segmentos verbais na superfície de alguns de seus quadros, a fim de denunciar injustiças sofridas, entre outras frentes apresentadas como advindas da relação dele, sujeito, com o mundo. De outro lado, traremos para análise quadros de León Ferrari (1920 – 2013), especialmente aqueles em que o artista inscreveu frases em braille sobre imagens de santos, colhidas do discurso religioso. Da comparação entre uma estética e outra, um espaço – cotejado entre o deslocamento e a fixidez favorecidos pelo tipo de sincretismo – priorizará estratos mais profundos ou menos para a instalação do actante observador-contemplador. 

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A enunciação sincrética como base da tensão entre o sincretismo e o hibridismo

Renata Mancini (UFF/LabS-SeDi)

Partiremos de uma visão geral do percurso de pesquisa que buscou a aproximação da Semiótica com os Estudos de Tradução e Adaptação, cujos desdobramentos também nos levaram a uma segunda linha de indagação que envolve a formação de linguagens híbridas. Num primeiro momento, apresentaremos alguns parâmetros de análise do processo tradutório pautados pela semiótica discursiva, em seus desdobramentos mais recentes da abordagem tensiva (ZILBERBERG, 2006). A questão de base é a de que uma tradução, (interlingual ou intersemiótica) cria um simulacro de proximidade entre o texto de chegada e o de partida quando preserva certa unidade do modo de enunciar, a despeito das diferenças inerentes aos meios e aos modos de engajamento (HUTCHEON, 2013) envolvidos. O tradutor recria o projeto de partida em um novo ato enunciativo que se estabelece como simulacro (mais ou menos próximo) do ato original. A partir de parâmetros semióticos, com destaque para a definição de um arco tensivo que modula a base sensível sobre a qual se estabelecem as estratégias de textualização - mobilização das categorias de expressão e, no conteúdo, os arranjos narrativos, as dinâmica dos pontos de vista e o direcionamento ideológico/axiológico proveniente de escolhas temáticas e figurativas -, podemos propor o escalonamento das identidades de partida e de chegada, contemplando desde uma identidade forte até uma identidade tênue entre as obras. Entendemos que esta é uma contribuição da semiótica para uma discussão mais produtiva sobre “FIDELIDADE” e para o entendimento da tradução enquanto PROCESSO. Ao entender o arco tensivo da obra de partida como passível de ser redesenhando numa obra de chegada, apesar das coerções que diferentes substâncias de expressão venham a impor, estamos fazendo coro com Fiorin, que na esteira de Floch, propõe que “a sincretização é um mecanismo de enunciação” (FIORIN, 2009). Procuraremos desdobrar essa noção. O foco no processo das traduções intersemióticas e no modo de operar da enunciação sincrética nos levou a um segundo momento da pesquisa, em que o que está em jogo não é apenas a recriação, mais ou menos nítida, da obra de partida em uma obra de chegada subjugada a novas coerções, mas sim a recriação de elementos da linguagem de partida na de chegada, criando a presença, mais ou menos marcada, de uma linguagem na outra. Entender os limites desse processo na construção de linguagens híbridas, a partir da noção de práxis enunciativa, se abre como uma possibilidade de desdobramento das propostas desenvolvidas até o momento. 

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La formation du monde: réflexions sur l’ontologie de la bande dessinée

Sémir Badir (F.R.S.-FNRS/Université de Liège)

Dans cette intervention, nous présenterons douze petites réflexions relatives à l’ontologie de la bande dessinée : 1. Un souvenir d’enfance, 2. Éloge de Stanley Cavell, 3. Oublier la sémiotique, 4. La formation et la représentation du monde, 5. Généalogie de la forme, 6. Nommer, raconter les formes, 7. Excursus sur le récit, 8. Légendes, lettrages, bulles, 9. Mondes parlants et mondes mutiques, 10. Eye-tracking studies, 11. La vecture, 12. L’image fantôme.

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Semiótica verbal como sincretismo: uma hipótese de abordagem

Thiago Moreira Correa (USP)

A consideração de diversas substâncias para uma mesma forma no plano da expressão afeta uma abordagem não contraditória do sincretismo (Hjelmslev, 1968). Essa perspectiva de Floch (1986), e do próprio Hjelmslev (Fiorin, 2009, p.36), pode ser fundada pela apreensão da semiótica verbal, que traz um vínculo intenso entre a oralidade e a plasticidade grafemática. No entanto, acreditamos que a semiótica plástica verbal possui autonomia semiótica. Essa visão está pautada nos trabalhos do Grupo μ e, atualmente, na pesquisa de Pondian (2016), que corroboram a autonomia plástica da linguagem verbal. Então, propomos que a semiótica verbal seria uma semiótica sincrética, em que haveria a suspensão de invariantes nos planos do conteúdo (por fusão), conforme propõe Floch (1986). Já o plano da expressão seria manifestado pelas formas plástico-grafemáticas e orais que poderiam ser relacionadas pelo enunciador de acordo com seu grau de intimidade (Carmo Jr., 2009). Para isso, a hipótese lançada busca na prática da pixação seu objeto de análise.


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5 de dez. de 2018

"Olhar, fazer Arte"

Caríssimos, 

convido-lhes para o lançamento dos cursos livres e de extensão da FAAP Ribeirão Preto / 2019.


Ciclo de palestras "Olhar, fazer Arte":
- "O Olhar para a Arte Contemporânea" (Toia Fonseca)
- "Design do Objeto – Materiais Construtivos" (Fabíola Xavier Rotiroti)"
- "Semiótica visual: objetos, práticas e olhares" (Cintia Alves da Silva)
- "História em Quadrinhos: Teoria e Prática" (Saulo Michelin)


Dia 08/12 (sábado), às 10h00, no auditório prédio 1 da FAAP.








Inscrições no link: http://bit.ly/2BIA9GR

24 de out. de 2016

Cronograma das próximas reuniões do Lesem


Bom dia, caros colegas,

não percam as próximas reuniões do Lesem. Confiram as datas e os textos dos nossos ateliês de Semiótica e Historiografia Linguística.

Cronograma

Ateliê de Semiótica:

08/11: L'énonciation comme acte sémiotique, Joseph Courtés (p. 36 – 60).

13/12: A enunciação, Jacques Fontanille (In: Semiótica do discurso, p. 255 – 286).



Ateliê de Historiografia Linguística:

08/11: O problema da metalinguagem na historiografia linguística, Konrad Koerner (p. 75-90).

13/12: O problema da ‘influência’ na historiografia linguística, Konrad Koerner (p. 91-102).






8 de ago. de 2016

Travessias - V Congresso Internacional da ABES

A Associação Brasileira de Estudos Semióticos - ABES promove o seu V Congresso Internacional, que será realizado na Universidade Federal Fluminense, em Niterói, RJ, entre os dias 4 e 7 de abril de 2017. "Travessias" é o tema do congresso.

Para maiores informações, acesse:

1 de mai. de 2016

25 de abr. de 2016

I Jornada do Grupo de Pesquisa em Semiótica da UNESP: "Semiótica da imagem científica"


A I Jornada do Grupo de Pesquisa em Semiótica da Unesp: “Semiótica da imagem científica”, que acontecerá no dia 20 de maio de 2016 no Anfiteatro D da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp de Araraquara, será consagrada à vulgarização e à representação da ciência na sociedade contemporânea, tema que alimenta tanto o debate público e político quanto o pensamento crítico, explicitando a complexidade do mundo da pesquisa e da construção do conhecimento.

Abordaremos a vulgarização científica a partir do estudo do funcionamento da imagem no âmbito da comunicação científica, dando especial atenção à interação entre texto verbal e visual na literatura de vulgarização composta por revistas direcionadas a um público especializado e ao público em geral, assim como às relações entre comunicação, arte e ciência, com o intuito de colocar em evidência as especificidades semióticas dos textos e discursos que exploram, de diferentes maneiras, o fazer científico.

Para dar conta da complexidade do tema proposto, lançaremos mão de abordagens oriundas das teorias do discurso, da semiótica discursiva e da semiótica geral, com o objetivo de compreender os mecanismos linguísticos, visuais, retóricos, pragmáticos, cognitivos e passionais que subjazem à comunicação científica.

INSCRIÇÕES abertas de 25/04 a 19/05/2016, pelo link:
http://pitagoras2.fclar.unesp.br/inscricoes/index.php

Inscrições gratuitas. 60 vagas.

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PROGRAMAÇÃO – 20 de maio de 2016

9h30: Abertura.

10h-11h30:

Climatologia em imagens na escola e na rua
Elizabeth Harkot-de-la-Taille (USP)

Origem da vida ou síntese da ribose?: vulgarização on-line e imagem científica
Matheus Nogueira Schwartzmann (Unesp)

12h-14h: Almoço.

14h-15h30:

Imagens do Zika na Pesquisa FAPESP
Jean Cristtus Portela (Unesp/CNPq)

O papel da imagem no texto de reportagem na revista Unesp Ciência
Arnaldo Cortina (Unesp/CNPq)

15h30-16h: Intervalo;

16h-17h30:

Esquema e tabelas nos discursos da linguística e da semiótica: uma análise dos textos de B. Pottier e C. Zilberberg
Antonio Vicente Seraphim Pietroforte (USP)

De l’équation à la "vue d’artiste": de la recherche à la vulgarisation et retour
Maria Giulia Dondero (FNRS/ULg/CNPq)

17h30-18h:

Encerramento
Jean Cristtus Portela (Unesp/CNPq) e Maria Giulia Dondero (/FNRS/ULg/CNPq)


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REALIZAÇÃO

Organizadores
Jean Cristtus Portela (UNESP/CNPq)
Maria Giulia Dondero (FNRS/ULg/CNPq)

Comissão Científica
Arnaldo Cortina (Unesp/CNPq)
Edna Maria Fernandes dos Santos Nascimento (Unesp/CNPq)
João Batista Toledo Prado (Unesp)
Maria de Lourdes Ortiz Gandini Baldan (Unesp)
Matheus Nogueira Schwartzmann (Unesp)

Promoção
Grupo de Pesquisa em Semiótica da Unesp – GPS-UNESP
Departamento de Linguística (FCLAr/Unesp)
Programa de Pós-Graduação em Linguística e Língua Portuguesa
Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários

Apoio
CNPQ
UNESP


20 de mar. de 2016

Minicurso “Sémiotique du discours scientifique: du texte à l’image”, por Maria Giulia Dondero (FNRS/ULg, Bélgica)


De 11 a 14 de abril de 2016, acontecerá na Unesp de Araraquara o minicurso “Sémiotique du discours scientifique: du texte à l’image, ministrado pela Profa. Dra. Maria Giulia Dondero (Fonds National de la Recherche Scientifique/Université de Liège), que atuará de março a maio de 2016 no Programa de Pós-graduação em Linguística e Língua Portuguesa da FCLAr/Unesp como pesquisadora visitante do CNPq – Nível 1 (processo n. 403644/2015-1), sob a coordenação do Prof. Dr. Jean Cristtus Portela, do Departamento de Linguística da Unesp/Araraquara, em colaboração com os professores doutores Arnaldo Cortina (FCLAr/Unesp), Matheus Nogueira Schwartzmann (FCLAs/Unesp), Elizabeth Harkot-de-la-Taille (FFLCH/USP) e Antonio Vicente Seraphim Pietroforte (FFLCH/USP).

O minicurso é uma promoção do Programa de Pós-graduação em Linguística e Língua Portuguesa e do Grupo de Pesquisa em Semiótica da Unesp (GPS-Unesp).

Sobre a pesquisadora visitante

Maria Giulia Dondero é pesquisadora do Fonds National de la Recherche Scientifique-F.R.S.-FNRS (Bélgica) e professora na Université de Liège (Bélgica), onde desenvolve pesquisas em semiótica visual, especialmente sobre a imagem científica, artística, religiosa e sobre a argumentação visual na vulgarização científica. É autora de cerca de cinquenta artigos em língua francesa, italiana, inglesa, portuguesa e espanhola; dirigiu cerca de quinze obras coletivas e números especiais de revistas sobre fotografia, imagem científica e subjetividade na imagem. Publicou as obras: Des images à problèmes: le sens du visuel à l’épreuve de l’image scientifique (com J. Fontanille, Limoges, 2012; tradução em língua inglesa: The Semiotic Challenge of Scientific Images: A Test Case for Visual Meaning, Ottawa, Legas Publishing, 2014); Sémiotique de la photographie (com P. Basso Fossali, Limoges, 2011; versão italiana: Semiotica della fotografia. Investigazioni teoriche e pratiche di analisi, Guaraldi, Rimini, 2006, 2008); Le sacré dans l´image photographique: études sémiotiques (Paris, 2009). É co-fundadora e diretora da revista Signata: Annales desémiotiques/Annals of Semiotics, co-diretora da coleção Sigilla (PULg) e também secretária geral da Associação Internacional de Semiótica Visual (AISV) e primeira vice-presidente da Associação Francesa de Semiótica (AFS).

PROGRAMME

Datas e horários: de 11 a 14 de abril, das 14h às 18h.
Local: FCLAr/Unesp, salas 28 (11 e 13/04) e 29 (12 e 14/04).
Número de vagas: 60.

O minicurso será ministrado em francês. Serão fornecidos certificados àqueles que participarem de ao menos três dos quatro encontros.

INSCRIÇÕES abertas de 18/03 a 11 de abril de 2016, pelo link: http://pitagoras2.fclar.unesp.br/inscricoes/index.php

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Résumé
Ce cours vise à explorer le discours scientifique à partir de deux perspectives :
1. La relation entre texte et image. L’image sera étudiée dans ses rapports avec le texte qui l’englobe, ainsi qu’avec le titre, la légende, les encadrés, en faisant référence aux compétences requises par les différents genres et régimes discursifs de la littérature scientifique ;
2. La relation entre les genres discursifs de la recherche (expérimentation) et les genres de la vulgarisation (diffusion des savoirs). En ce qui concerne la vulgarisation, nous prendrons en considération les revues de vulgarisation généraliste et les ouvrages de vulgarisation savante, ainsi que, plus brièvement, la diffusion des connaissances au sein des musées des sciences, qu’on peut concevoir comme un prolongement didactique des genres de la vulgarisation. Dans ce cadre, l’image est confrontée à un contexte complexe : elle est associée à des installations et à des dispositifs qui prennent sens en fonction de l’enchaînement des salles, des parcours prévus/effectués, des expérimentations, de la politique didactique globale du musée.
Pour comprendre la spécificité et la complexité du discours scientifique, et notamment de la vulgarisation, nous le mettrons en relation avec d’autres discours, tels que celui de l’art.

Programme des séances

Premier jour (11/04): “Les statuts des images”
 Cette première journée de cours vise à explorer les notions de texte visuel et de statut des images. Après une introduction sur l’analyse plastique et figurative des images, nous examinerons la notion de statut. Les statuts sont des cadres institutionnels qui nous permettent de rendre signifiantes les images et les textes selon les valeurs qui sont propres aux différentes pratiques interprétatives (art, science, religion, information, etc.). Nous nous pencherons notamment sur deux statuts des images : le statut artistique et le statut scientifique, tout en prenant également en considération les caractéristiques des statuts éthico-politique, documentaire, publicitaire.

Deuxième jour (12/04): “Les systèmes sémiotiques autographiques et allographiques”
 Nous mettrons en comparaison les images scientifiques avec les images artistiques en portant également l’attention sur les caractéristiques des images scientifiques expérimentales telles que les « vues d’artistes », notamment utilisées en astrophysique. Nous emploierons la distinction entre systèmes sémiotiques autographiques et allographiques selon la théorie de Nelson Goodman (Langages de l’art. Une approche de la théorie des symboles, Paris, Hachette, 1990).

Troisième jour (13/04): “L’image entre expérimentation et vulgarisation”
 Nous aborderons la rhétorique des images scientifiques dans l’article de recherche et dans la vulgarisation, en essayant de rendre compte des différentes relations entre texte et image dans les deux macro-genres discursifs. Dans le cas de l’article de recherche, nous nous pencherons sur une analyse méréologique des images, qui nous permettra d’éclaircir la notion de diagramme.  En ce qui concerne le domaine de la vulgarisation, nous explorerons la notion d’autographisation et d’« artification ».

Quatrième et dernier jour (14/04): “La vulgarisation et les pratiques muséales”
Nous avancerons quelques propositions méthodologiques vouées à l’analyse des espaces muséales (musées des sciences) et des pratiques plus généralement. Nous reviendrons sur la relation entre domaine de l’art et domaine de la science en prenant appui sur la vulgarisation muséale comme lieu de médiation entre arts et sciences.

LECTURES RECOMMANDÉES

Sur les statuts de l’image photographique :
Pierluigi Basso Fossali & Maria Giulia Dondero, 2011, Sémiotique de la photographie, préface de Jacques Fontanille, Limoges, Pulim, 407 p. Préface et présentation : https://www.academia.edu/19604577/Sémiotique_de_la_photographie .

Sur les statuts artistique et publicitaire :
Maria Giulia Dondero, 2014, « Les aventures du corps et de l’identité dans la photographie de mode », Actes Sémiotiques, n° 117, « Sémiotique du vêtement, aujourd’hui », (Mathé dir.), URL : http://epublications.unilim.fr/revues/as/4979 .

Sur les statuts en relation au rapport langue/parole :
Maria Giulia Dondero, 2013, « Rhétorique et énonciation visuelle », Visible n°10, « Rhétorique et visualisation scientifique » (Chatenet & Mattozzi dirs.), pp. 9-31. https://www.academia.edu/23151669/Rhétorique_visuelle_et_énonciation .

Sur les systèmes sémiotiques autographiques et allographiques
Maria Giulia Dondero, 2010, « Sémiotique de l’image scientifique », Signata - Annales des sémiotiques/Annals of Semiotics, n° 1, Liège, Presses Universitaires de Liège (PULg), pp. 111-176.  https://www.academia.edu/23149281/Sémiotique_de_limage_scientifique .
Maria Giulia Dondero, 2009, « L’image scientifique : de la visualisation à la mathématisation et retour », Actes Sémiotiques n°112. URL : http://epublications.unilim.fr/revues/as/1653 .

Sur l’image entre expérimentation et vulgarisation
Anne Beyaert-Geslin & Maria Giulia Dondero, 2014, Arts et sciences. Approches sémiotiques et philosophiques des images, Presses Universitaires de Liège, coll. « Cultures sensibles ». Présentation: https://www.academia.edu/19560976/Arts_et_sciences._Approches_sémiotiques_et_philosophiques_des_images.
Maria Giulia Dondero, 2009, « L’iconographie des fluides entre science et art », Le sens de la métamorphose (Colas-Blaise & Beyaert-Geslin dirs), Pulim, Limoges, pp. 255-275. https://www.academia.edu/19622261/L_iconographie_des_fluides_entre_science_et_art .
Maria Giulia Dondero, 2012, « La totalité diagrammatique en mathématiques et en art », Visible n° 9, (Badir & Dondero dirs), pp. 117-138. https://www.academia.edu/23153627/La_totalité_diagrammatique_en_mathématiques_et_en_art .
Maria Giulia Dondero & Jacques Fontanille, 2012, Des images à problèmes. Le sens du visuel à l’épreuve de l’image scientifique, Limoges, Pulim. Présentation : https://www.academia.edu/19604795/Des_Images_à_problèmes._Le_sens_du_visuel_à_lépreuve_de_limage_scientifique .

Sur la sémiotique de l’action
Maria Giulia Dondero, 2014, « Sémiotique de l’action : textualisation et notation », CASA - Cadernos de Semiótica Aplicada, vol. 12, n°1, http://seer.fclar.unesp.br/casa/article/view/7117 , pp. 15-47.
V. Angenot, M. G Dondero, G. Joachim, S. Shirkhodaei, 2013, « Sémiotique de la communication en coprésence et à distance. Du textualisme à la sémiotique des pratiques », Interfaces Numériques, vol. 2, n°3, pp. 531-567. https://www.academia.edu/10974425/Sémiotique_de_la_communication_en_coprésence_et_à_distance._Du_textualisme_à_la_sémiotique_des_pratiques .