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18 de out. de 2021

Conferência SSU - 26 de outubro


No próximo dia 26/10, terça-feira, às 14h30, teremos a conferência Ethos et intimité en discours. L’expérience paradoxale d’une enquête identitaire ouverte à la décoïncidence.que será proferida pelo Prof. Dr. Pierluigi Basso (Lyon 2)*, no Seminário de Semiótica da Unesp (SSU). A transmissão será via YouTube e os certificados serão atribuídos via inscrição no formulário de presença, que será disponibilizado no chat durante o evento.


Ethos et intimité en discours. L’expérience paradoxale d’une enquête identitaire ouverte à la décoïncidence

Notre intervention vise à caractériser de manière contrastive la présentation de soi (éthos) et la vulnérabilité du moi, l’une étant à comprendre comme l’élaboration fictive d’une image stratégique et l’autre comme la thématisation d’un ancrage irrécusable dans un corps qui revendique alors une identité. Le discours est ainsi le meilleur partenaire pour les tentations extrémistes de l’image et de l’identité et, en même temps, un démystificateur sans merci. Il aide à prédiquer des fondements subreptices des images et des identités (mythologies de l’ego), fondements qu’il ne possède pas lui-même, et à la fois il participe largement à leur déconstruction critique. Ces paradoxes créés par le discours, en qualité d’agent double, ne peuvent qu’être au cœur des tensions qui traversent et qualifient la subjectivité énonciative. Ensuite, le sens discursif a deux « chambres » d’incubation et d’éclosion du sens : l’environnement social et l’environnement psychique. Or, ces environnements ont besoin d’échanger constamment les valeurs élaborées d’un côté ou de l’autre, ce qui montre des processus d’« extériorisation » de l’intime (extime) et d’« intimisation » du sens institué publiquement (sensibilisation). Ces transpositions des valeurs et de significations sont assurées par des médiations linguistiques et des élaborations discursives, ce qui mérite alors une enquête sémiotique de l’intimité comme construction énonciative. Tout dispositif énonciatif est « allocentré » étant donné qu’il contient une structure d’adresse, ce qui suggère que même le monologue le plus intime divise des instances subjectives, en affichant ainsi une appropriation problématique de soi et une vocation à la décoincïdence. Le paradoxe est que l’intime cherche à s’approprier soi-même car il ne s’appartient pas. Mais dans ce mouvement imperfectif et inachevé, il invite aussi d’autres profils identitaires à émerger en tant que revendications d’une disponibilité de valeurs propres et « inéchangeables ».


*Nota biobibliográfica: Pierluigi Basso Fossali est professeur en Sciences du langage à l’Université Lumière Lyon 2 et directeur du laboratoire ICAR (UMR 5191) à l’ENS de Lyon. Actuellement, il est coordinateur du Séminaire International de Sémiotique à Paris, Président de l’Association Française de Sémiotique, Vice-président de la section 07-Sciences du langage au CNU. Une synthèse de ses positions théoriques est disponible dans la monographie Vers une écologie sémiotique de la culture. Perception, gestion et réappropriation du sens (Limoges, Lambert-Lucas, 2017). Ses recherches s’inscrivent à l’intérieur d’un projet de sémiotique des cultures qui vise à articuler trois approches épistémologiques : (i) l’étude des relations entre médiations linguistiques et expérience perceptive, (ii) l’analyse des stratégies énonciatives et figuratives des textes et (iii) l’attestation et la description des pratiques de création et d’interprétation d’objets culturels par rapport à des institutions de sens spécifiques (domaines). En ce sens, son projet scientifique est unitaire et se développe sans discontinuité depuis la publication du livre Il dominio dell’arte (Roma, Meltemi, 2002). Parmi les initiatives éditoriales les plus récentes, on peut rappeler la direction du numéro 206 de Langue française (2020) et du numéro 221 de Langages (2021), consacrés à une linguistique et à une sémiotique du discours programmateurs, aussi bien que la direction de l’ouvrage Créativité sémiotique et institution du sens dans la dialectique entre l’individuel et le collectif (Limoges, Pulim, 2021) et celle des Actes du Congrès de l’Association Française de Sémiotique (Lyon, 2019), (Dés)Accords. À la recherche de la différence propice (2021).

20 de set. de 2021

Conferência SSU - 28 de setembro


No próximo dia 28/09, terça-feira, às 14h30, teremos a conferência Buscando semiotizar a justiça: entre a força da lei e interstícios para a coexistência.que será proferida pela Profa. Dra. Elizabeth Harkot-de-La-Taille (USP)*, no Seminário de Semiótica da Unesp (SSU). A transmissão será via YouTube e os certificados serão atribuídos via inscrição no formulário de presença, que será disponibilizado no chat durante o evento.


Buscando semiotizar a justiça: entre a força da lei e interstícios para a coexistência.

Neste estudo, dedico-me a analisar e contrastar, do ponto de vista da semiótica discursiva, o percurso básico assumido por a) a Justiça Retributiva e b) a Justiça Restaurativa, tendo com focos principais o lugar e o papel de todas as partes e sanções atinentes aos polos vítima e agressor(a). Nosso sistema de justiça privilegia a lógica da retribuição, daí a colocação “Justiça Retributiva”. Se A é vítima de B, se A sofreu dor, dano ou prejuízo em consequência da ação de B, A ou seu representante podem recorrer ao Estado para buscar justiça. Justiça será feita se/quando B receber uma punição compatível com sua ação danosa a A. A punição principal varia do ressarcimento pecuniário à privação da liberdade, o encarceramento. No caso da Justiça Retributiva, ao buscar a Justiça (instituição), A delega ao Estado todo o poder sobre o que gravita em torno do conflito causado por/em torno da ação de B. O Estado se torna executor, sujeito-do-fazer por excelência, mediante os papeis de advogado e promotor, imbuídos do sistema de valor - as leis em vigor – para analisar o caso, cada parte por sua perspectiva. O juiz é o guardião do sistema axiológico, o representante do Destinador, a decidir a sanção. Ofensor e vítima, sujeitos do agir e do sofrer, inicialmente, migram para a posição de objetos do sistema e nada mais têm a dizer; podem apenas esperar a conclusão. Outro modo de se conceber justiça, para causas que não atinjam graus máximos, como o assassinato, é defendido pela Justiça Restaurativa, também referida como JR. No contexto da JR, A, a vítima quer (condição necessária, nada acontece se a vítima não o quiser) encontrar B, o ofensor, a fim de buscar entender suas motivações e as bases dessas motivações. Ao buscar a JR, A estabelece no Estado (Justiça como instituição) um coadjuvante. Mantém-se integralmente sujeito de seu percurso, podendo retirar-se da investida em contato com B a todo momento. Nesta apresentação, baseio-me, como eixo, em dois percursos reais completos em torno de roubo de um celular. O primeiro, pelos critérios da Justiça Retributiva, e o segundo, pelos da Justiça Restaurativa. Os resultados de cada um (perda de liberdade de B, no primeiro, desejo de autotransformação de B e de reparação, no segundo) orientarão e demonstrarão com clareza a pertinência da comparação e do contraste entre os tipos de justiça abordados neste estudo.


Palavras chave: sujeito semiótico; Justiça Retributiva; Justiça Restaurativa; lei da força; coexistência.


*Nota biobibliográfica: Professora Livre-Docente do Departamento de Letras Modernas da Universidade de São Paulo (2013), graduou-se em Letras pela mesma universidade (1986), obteve Metrado (1990) e Doutorado (1996) em Semiótica e Lingüística Geral, também pela Universidade de São Paulo, e fez pós-doutoramento junto à Université de Liège (2011-12), sob a supervisão do Prof. Jean-Marie Klinkenberg. Foi professora da PUC-SP entre 1990 e 2006. Docente da Universidade de São Paulo desde 2006, dedica-se à pesquisa nas áreas de Língua Inglesa e Semiótica, pela perspectiva teórica da Semiótica Discursiva, e atua principalmente nos temas: construção discursiva da identidade, estereótipos culturais, imagens de si, paixões e interações sociais, aspectos retóricos e papel de componentes sensíveis no processo de significação.

6 de set. de 2021

Leituras GPS - 14/09

Queridas e queridos,

Seguimos em confinamento e convidamos vocês para a quarta reunião de Leituras do GPS neste ano, que ocorrerá na próxima terça-feira, 14/09, às 14h30.

Discutiremos o texto "Entre sapos, princesas, corações e mentes" da obra Sentir, saber, tornar-se - Entre o Sensório e a Identidade Narrativa, de Elizabeth Harkot-de-La-Taille (2016)A apresentação do texto e a mediação do debate ficará por conta do mestrando Danilo Zamorano (FCLAr-Unesp).

Nosso encontro será online, então é só se acomodar e se juntar a nós! 

O link da reunião: meet.google.com/pdd-esqu-woq

Até lá!

Referência: 
HARKOT-DE-LA-TAILLE, E.“Entre sapos, princesas, corações e mentes”. In. Sentir, saber, tornar-se - Entre o Sensório e a Identidade Narrativa. São Paulo: Humanitas, 2016.

19 de ago. de 2021

Conferência SSU - 31/08






No próximo dia 31/8, terça-feira, às 14h30, teremos a conferência L’expérience de la répétition : la réplique, le déjà-vu, l’Ersatz, que será proferida (em francês) pelo Prof. Dr. Massimo Leone (Università di Torino)*, no Seminário de Semiótica da Unesp (SSU). A transmissão será via YouTube e os certificados serão atribuídos via inscrição no formulário de presença, que será disponibilizado no chat durante o evento.


L’expérience de la répétition : la réplique, le déjà-vu, l’Ersatz

Au cours des derniers années, la sémiotique a de plus en plus réfléchi sur l’expérience. De plus en plus, les textes, tous seuls, se montrent un cadre étroit pour le développement d’une compréhension complète du sens. L’ambition de la sémiotique était de comprendre comment le sens émerge in vivo, de la vie et de ses pratiques. Néanmoins, le passage de la sémiotique textuelle à une sémiotique de l’expérience conduit chez cette dernière à une attitude typique de la première : privilégier ce qui est nouveau, l’émergence de nouveaux signifiés, l’éveil de la créativité dans le domaine du langage. L’expérience, cependant, n’est pas seulement de la nouveauté. C’est aussi de la répétition. Il est peut-être vrai que nous ne nous baignons jamais deux fois dans le même fleuve, mais l’expérience de se baigner dans le fleuve peut être très répétitive. La conférence cherchera à développer une sémiotique de l’expérience répétitive, basée sur l’abondante littérature déjà produite sur la répétition (Umberto ECO in primis). Que se passe-t-il lorsque « nous presque faisons la même chose » ? Cette question sera répondue par rapport à trois cas paradigmatiques de l’expérience répétée : l’objet répétitif (la réplique), le temps répétitif (le déjà-vu) et l’espace répétitif (l’Ersatz).


*Nota biobibliográfica: Massimo Leone é professor titular de Semiótica e Filosofia da Linguagem na Università di Torino e professor visitante de Semiótica no Departamento de Língua Chinesa e Literatura da Universidade de Xangai. Massimo Leone é autor de doze livros e mais de quinhentos artigos sobre semiótica, estudos da religião e visualidades.

17 de mai. de 2021

Conferência SSU - 25/05



No próximo dia 25/05, terça-feira, às 14h30, teremos a conferência "Antes da pandemia: memória e identidade numa perspectiva semiótica", que será proferida pela prof.ª Dr.ª. Mariana Luz Pessoa de Barros (UFSCAR)*, no Seminário de Semiótica da Unesp (SSU). A transmissão será via YouTube e os certificados serão atribuídos via inscrição no formulário de presença, que será disponibilizado no chat durante o evento.


Antes da pandemia: memória e identidade numa perspectiva semiótica

Em termos semióticos, a pandemia chegou como um acontecimento, chegou antes que estivéssemos preparados, como indivíduos e sociedade; chegou de forma tônica, como um golpe; chegou nos retirando da passagem regular do tempo ou ainda suprimindo o espaço. Esse evento terrível e paroxístico, ao contrário das expectativas iniciais e do que se nota em discursos negacionistas, ganhou longevidade. O que acontece com a identidade quando a excepcionalidade se torna duradoura? Qual é o lugar da memória num momento como o que vivemos? Essas são algumas das questões sobre as quais procuraremos refletir nesta conferência, sem a pretensão de esgotá-las. Nosso intuito é, a partir de textos diversos, como relatos, fotografias, curtas, postagens, observar o modo como a memória de hábitos e de experiências anteriores à pandemia – e aqui retomamos as noções de memória-hábito e de imagem-lembrança (Bergson, 1896) – é reconstruída ao longo da própria pandemia e seu papel na manutenção ou dissolução de identidades.


*Nota biobibliográfica: Mariana Luz Pessoa de Barros é docente do Departamento de Letras da Universidade Federal de São Carlos e líder do Grupo de Pesquisa Interdisciplinar em Semiótica. É mestre (2006) e doutora (2011) em Semiótica e Linguística Geral pela Universidade de São Paulo, realizou estágio de doutoradosanduíche na Université Paris 8, e possui pósdoutorado em Linguística (2016) pela Universidade de São Paulo. Entre suas publicações, encontram-se o livro O discurso da memória: entre o sensível e o inteligível (2012) e artigos sobre semiótica, tempo, memória e autobiografía.

E-mail: maluzpessoa@gmail.com

10 de mai. de 2021

Leituras GPS - 11/05

Queridas e queridos,

Seguimos em confinamento e convidamos vocês para a nossa segunda reunião do grupo de Leituras GPS de 2021, que ocorrerá na próxima terça-feira11/05, às 14h30.

Discutiremos o último capítulo da obra "Caminhos de semiótica literária", de Denis Bertrand, intitulado "A semiótica e a literatura". A apresentação do texto e a mediação do debate ficará por conta da mestranda Laura Miranda Zimiani (FCLAr-Unesp).

Nosso encontro será online, então é só se acomodar e se juntar a nós! 

O link da reunião: meet.google.com/zkp-bcpp-tgb

Até lá!

Referência: 
BERTRAND, D. A semiótica e a leitura. In: Caminhos da Semiótica Literária. São Carlos: EDUSC, 2003.

20 de abr. de 2021

Conferência SSU - 27/04




No próximo dia 27/04, terça-feira, às 14h30, teremos a conferência "Semiótica da violência: hegemonia da branquitude e desumanização na cobertura policial", que será proferida pelo prof. Dr. Matheus Nogueira Schwartzmann (Unesp)*, no Seminário de Semiótica da Unesp (SSU). A transmissão será via YouTube e os certificados serão atribuídos via inscrição no formulário de presença, que será disponibilizado no chat durante o evento.


Semiótica da violência: hegemonia da branquitude e desumanização na cobertura policial

A vida – cotidiana, afetiva, psíquica, material e simbólica – das brasileiras e dos brasileiros é inteiramente atravessada pelo racismo. Esse atravessamento se reproduz de modo contínuo por práticas sociais diversas, estabilizadas nos sistemas educacional e legislativo, no cânone literário, na indústria cultural e nos meios de comunicação de massa, por exemplo, que, de modo coordenado, emolduram formas de vida e modos de existência da branquitude. Esse emolduramento produz um corte profundo na cultura, pois a prevalência de valores hegemônicos da branquitude – determinados pelo que podemos chamar de arquiformas de vida – cria um simulacro de real que exclui do campo do humano o grupo de pessoas racializadas. Nesta reflexão, partindo dessas constatações imediatas, buscaremos compreender as formas de vida da violência em alguns veículos de imprensa, que redundam, de um lado, na banalização e na naturalização da violência policial, em um processo de desumanização de pessoas racializadas, e, de outro lado, em procedimentos de sensibilização e benevolência, ligados à arquiforma de vida da branquitude.


*Nota biobibliográfica: Matheus Nogueira Schwartzmann é docente do Departamento de Estudos Linguísticos, Literários e da Educação, da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp de Assis, e do Programa de Pós-graduação em Linguística e Língua Portuguesa, da Unesp de Araraquara, do qual é atualmente Vice-coordenador. Atua na área de semiótica discursiva. Tradutor de diversos artigos, é autor de trabalhos sobre discurso, práticas semióticas e formas de vida, como “O retrato da chacina: estratégias de humanização no Caderno Cotidiano” (2019), “A noção de texto e os níveis de pertinência da análise semiótica” (2018), “Reflexões para uma semiótica das culturas: o caso da identidade trans” (2017) e “A noção de gênero em Semiótica” (2012), estes últimos com Jean Cristtus Portela. Organizou obras como Leitura: a circulação de discursos na contemporaneidade (2013) e Semiótica: identidade e diálogos (2012), e foi Editor da Revista do GEL (2016-2020). Foi Coordenador do GT de Semiótica da ANPOLL no biênio 2018-2020, é Secretário da Associação Brasileira de Semiótica – ABES e líder do Grupo de Pesquisa em Semiótica da Unesp (GPS-Unesp)


6 de abr. de 2021

Leituras GPS - 13/04

Queridas e queridos,

Seguimos em confinamento e convidamos vocês para a nossa primeira reunião do grupo de Leituras GPS de 2021, que ocorrerá na próxima terça-feira13/04, às 14h30.

Discutiremos o texto: "Estrutura e História" presente no livro "Sobre o sentido: ensaios semióticos", de A. J. Greimas, que contará com a apresentação do pesquisador Thiago Moreira Correa.  

Nosso encontro será online, então é só se acomodar e se juntar a nós! 

O link da reunião: meet.google.com/zkp-bcpp-tgb

Até lá!

Referência: 
GREIMAS, A. J. Estrutura e História. In: GREIMAS, A. J. Sobre o sentido: ensaios semióticos; tradução de Ana Cristina Cruz Cesar [e outros] revisão técnica de Milton José Pinto. Petrópolis, Vozes, p. 97-108, 1975.

13 de dez. de 2020

Leituras GPS - 17/12

Queridas e queridos,

Seguimos em confinamento e convidamos vocês para a nossa última reunião do grupo de Leituras GPS de 2020, que ocorrerá na próxima quinta-feira17/12, às 14h30.

Discutiremos o texto: "Semiologia/semiótica em Saussure e Jakobson: conceitos, filiações, debates" do Broden, que contará com a introdução da mestranda Amanda Granado.  

Nosso encontro será online, então é só se acomodar e se juntar a nós clicando aqui.

Até lá!

Referência: 
BRODEN, T. F. Semiologia/semiótica em Saussure e Jakobson: conceitos, filiações, debates. Revista do GELNE, Natal/RN, Vol. 19 - Número Especial/Dossiê: p. 299-309. 2017.

4 de dez. de 2020

Divulgação do livro: “Perspectivas semióticas: as formas do significado teorias e críticas literárias”

O livro “Perspectivas semióticas: as formas do significado teorias e críticas literárias”, uma organização de Maria do Socorro Pereira de Almeida e Ayanne Larissa Almeida de Souza, traz 11 artigos à luz da teoria semiótica e discute vários aspectos teóricos e metodológicos que contribuem com os pesquisadores da área.

Além dos 11 artigos, o livro traz a apresentação escrita pelas organizadoras e mais duas seções: “Sobre os autores e as autoras” e “Sobre as organizadoras”.

Há dois artigos no livro, em especial, escritos pelos professores e pós-docs do grupo GPS (Grupo de Pesquisa Semiótica): 

“Mudança  ou conservação: estratégias da tradução intersemiótica” do Prof. Dr. Matheus Nogueira Schwartzmann e do pós-doc. Thiago Moreira Correa e “Entre umas e outras: Aspectos da Metalinguagem Visual” da pós-doc. Patrícia Verônica Moreira e do Prof. Dr. Jean Cristtus Portela.

O livro pode ser acessado por aqui.

24 de nov. de 2020

Conferência com Maria Giulia Dondero - 03/12

No próximo dia 03/12, quinta-feira, às 14h30, teremos a conferência "La généalogie des formes de Focillon et Wanburg à lá Computer Vision: le problème de la segmentation de l' image", de Maria Giulia Dondero (Université de Liège/FNRS), no Seminário de Semiótica da Unesp (SSU). A transmissão será via YouTube e as inscrições aqui

Seguem os resumos da conferência e uma nota biobibliográfica sobre Maria Giulia Dondero:

La généalogie des formes de Focillon et Warburg à la Computer Vision. Le problème de la segmentation de l’image

Maria Giulia Dondero (Fonds National de la Recherche Scientifique/ Université de Liège)

Cette conférence porte sur deux problèmes épineux: l’analyse diachronique des formes visuelles et la segmentation du langage visuel. Comment segmenter une image ? Cette question a été posée pour la première fois par Roland Barthes dans les années 1960 dans ses articles sur la photographie, par Emile Benveniste dans « La sémiologie de la langue » (1969) et ensuite par d’autres théoriciens du visuel. Ce problème se représente aujourd’hui dans la Computer Vision et dans les méthodes automatiques de traitement de l’image. 

Cette conférence abordera la relation entre les approches contemporaines de la vision par ordinateur et la généalogie des formes visuelles dans l'histoire de l'art telle que conçue par Aby Warburg (Atlas Mnemosyne, 1924-1929), et Henri Focillon (La vie des formes, 1934). Les projets de Warburg et de Focillon sont restés inachevés en raison de la difficulté à détecter des modèles dans les œuvres des musées et des collections, qui étaient à la fois dispersées géographiquement et disparates en termes de supports et de périodes couvertes. La numérisation croissante des œuvres d'art, la disponibilité de bases de données en ligne et le traitement informatique de grands corpus d'images rendent désormais ces projets techniquement réalisables. Nous allons à ce propos examiner certains projets de recherche en cours aux États-Unis et en Europe qui font revivre les projets ambitieux et exigeants de Warburg et de Focillon, notamment le projet Media Visualization des « Cultural Analytics » dirigés par Lev Manovich, et le projet Replica du Digital Humanities Lab de l'EPFL. 

Nota bio-bibliográfica

 Maria Giulia Dondero é pesquisadora sênior do Fundo Nacional de Pesquisa Científica (F.R.S.-FNRS) e leciona semiótica visual na Universidade de Liège.

Ela é autora de quatro livros: Les langages de l’image. De la peinture aux Big Visual Data (Hermann, Paris, 2020); Des images à problèmes. Le sens du visuel à l’épreuve de l’image scientifique (com J. Fontanille, Pulim, 2012), traduzido para o inglês: The Semiotic Challenge of Scientific Images. A Test Case for Visual Meaning (Legas Publishing, 2014); Sémiotique de la photographie (com P. Basso Fossali, Pulim, 2011) e Le sacré dans l’image photographique. Études sémiotiques (Paris, 2009).

Publicou cerca de 100 artigos em francês, italiano, inglês, alguns deles traduzidos para os idiomas: português, espanhol e polonês. Editou cerca de vinte obras coletivas e números de periódicos especiais sobre fotografia, imagem científica e teoria da imagem, mais recentemente: Les Discours syncrétiques. Poésie visuelle, bande dessinée, graffitis (Presses universitaires de Liège, 2019, avec S. Badir et F. Provenzano), L’image peut-elle nier ? (Presses universitaires de Liège, 2016, avec S. Badir) e Les plis du visuel. Réflexivité et énonciation dans l’image (Lambert Lucas, 2017, avec A. Beyaert-Geslin et A. Moutat).

Ela é co-fundadora e diretora da revista Signata Annales des sémiotiques / Annals of Semiotics e co-diretora da coleção Sigilla.

Foi professora visitante em várias universidades, incluindo a UNESP (São Paulo), Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) da Cidade do México, Panthéon-Assas University, Paris e na Celsa Sorbonne University. 

Também é Secretária Geral da International Association for Visual Semiotics (IAVS) desde 2015 e Vice-Presidente da Association Française de Sémiotique (AFS).

Grande parte de seu trabalho está disponível em acesso aberto neste endereço:https://frs-fnrs.academia.edu/MariaGiuliaDondero



9 de nov. de 2020

Conferência com Juliana Di Fiori Pondian - 19/11

No próximo dia 19/11, quinta-feira, às 14h30, teremos a conferência "Da letra ao livro: Uma abordagem grafemática", de Juliana Di Fiori Pondian (USP/Fapesp), no Seminário de Semiótica da Unesp (SSU). A transmissão será via YouTube e as inscrições aqui

Segue o resumo de nossa conferência e a biografia de Juliana Di Fiori Pondian: 

RESUMO: 

DA LETRA AO LIVRO: UMA ABORDAGEM GRAFEMÁTICA

Na tradição dos estudos linguísticos, a língua escrita foi por muito tempo considerada mero sistema de representação da língua falada. No entanto, diversos objetos semióticos, sobretudo a literatura produzida desde o início do século XX (vanguardas, concretismo, espacialismo, poema/processo, etc.), vêm a todo momento desafiar esse princípio, tornando esse “sistema de representação” o próprio objeto e objetivo da composição, investindo significado na língua escrita via disposição na página, tipografia, entre outros recursos gráficos.

Diante desse panorama, discutiremos o estatuto da língua escrita no campo da linguística estrutural e da semiótica a fim de estabelecer princípios e unidades operatórias para seu estudo no âmbito de uma Teoria Grafemática. O estabelecimento dessas bases visa ao estudo do plano da expressão gráfico, a fim de abordar textos em que a materialidade da língua escrita participa ativamente na construção do sentido, desde a exploração da letra em si mesma até os modos de composição visual da página e a própria materialidade do livro enquanto objeto.

MINIBIO

Juliana Di Fiori Pondian é pesquisadora nas áreas de linguística, semiótica, tradução, poesia e literatura, com diversas publicações, cursando atualmente pós-doutorado no Departamento de Letras Modernas da Universidade de São Paulo. Tradutora de línguas clássicas e modernas, publicou em parceria com Daniel Miranda a primeira tradução brasileira do KamaSutra direta do sânscrito; e se dedica hoje à compilação de uma antologia de poesia visual, desde a antiguidade aos dias atuais, traduzida em português. Em 2018, fundou a Syrinx – Biblioteca de Invenção, editora voltada unicamente à publicação da tradução-arte, onde coordena diversos projetos associando o processo editorial à tradução da literatura experimental.


14 de out. de 2020

Confira a entrevista que o Prof. Dr. Jean Cristtus Portela deu à Rádio FCL

O Prof. Dr. e coordenador do curso de pós graduação em Linguística e Língua Portuguesa, Jean Cristtus Portela, concedeu uma entrevista à Rádio FCL sobre o GPS (Grupo de Pesquisa Semiótica). Na entrevista o professor falou sobre a disciplina semiótica, seus avanços e representações na contemporaneidade. Ouça pelo link: Entrevista

14 de set. de 2020

Conferência SSU - 24/09



Salve, salve, queridas e queridos,


No próximo dia 24/09 teremos a conferência de Carolina Lindenberg Lemos (UFC), no Seminário de Semiótica da Unesp (SSU), quinta-feira, às 14h30. A transmissão será via YouTube. Informações sobre as inscrições aqui.


Segue o resumo de nossa conferencista:

A Semiótica Francesa após 1980: entre dispersão e convergência

Carolina Lindenberg Lemos (UFC)

Esta conferência pretende apresentar argumentos que possam sustentar a hipótese que a semiótica francesa se constitui com um paradigma científico nos termos de Thomas Kuhn (1970). A partir de balizas externas como a publicação de Sémantique: dictionnaire raisonnée de la théorie du langage (1979) e o falecimento de seu fundador A. J. Greimas em 1992, estabelecemos a década de 1980 como ponto de inflexão que poderia fazer a ponte entre a fundação da disciplina e seus desdobramentos atuais. Sendo assim, propusemos a investigação das publicações de artigos e relatórios de trabalho do Grupo de Pesquisas Semiolinguísticas de Paris, encabeçado por Greimas, que vieram a público na forma dos antigos números dos Actes sémiotiques (1977-1987). O trabalho de levantamento, organização e análise transversal do corpus – em especial da série Bulletins – confirma a hipótese inicial, revelando em seu percurso não apenas os temas abordados nos seminários e ateliês, como também o funcionamento interno dos trabalhos do Grupo de Paris. A alta atividade de pesquisa num centro importante, a atração duradoura do grupo em volta de questões suficientemente inovadoras e abertas se configuram assim como elementos centrais para a confirmação da semiótica francesa como paradigma científico. Por fim, a pesquisa epi-historiográfica com o corpus gerou produtos igualmente importantes, uma vez que o material levantado e tratado constitui fonte central não apenas para o historiógrafo interessado na disciplina, mas também para os semioticistas em geral, dado o constante retorno da teoria a seus fundamentos teóricos e metodológicos.

5 de set. de 2020

Leituras em Semiótica - LeSem - 10/09

Queridas e queridos,

Seguimos em confinamento e convidamos vocês para a próxima reunião do grupo de Leitura em Semiótica da UNESP (LeSem), que ocorrerá na próxima quinta-feira, 10/09, às 14h30.

Discutiremos o seguinte texto: BERTRAND, Jean-Pierre. Esquisse d’un protocole de lecture du portrait photographique d’écrivain. COnTEXTES, n. 14, 2014, que contará com a introdução do doutorando Gustavo Rodrigues de Castro.

Nosso encontro será online, então é só se acomodar e se juntar a nós clicando aqui.

Até lá!



3 de set. de 2020

Certificados da palestra: "Sincrestismo, ponto de vista e acontecimento em reportagens sobre a imigração"

Baixe o certificado da palestra realizada no último dia 09 de agosto, pelo Prof. Dr. Alexandre Marcelo Bueno (UPM), pelo link "Sincretismo, ponto de vista e acontecimento em reportagens sobre imigração". Os arquivos no link estão identificados com o nome do ouvinte. 

8 de ago. de 2016

Travessias - V Congresso Internacional da ABES

A Associação Brasileira de Estudos Semióticos - ABES promove o seu V Congresso Internacional, que será realizado na Universidade Federal Fluminense, em Niterói, RJ, entre os dias 4 e 7 de abril de 2017. "Travessias" é o tema do congresso.

Para maiores informações, acesse:

6 de ago. de 2016

CASA: Cadernos de Semiótica Aplicada, v. 14, n. 1 (2016)

Está no ar o vol. 14, n. 1, julho de 2016, dos CASA: Cadernos de Semiótica Aplicadahttp://seer.fclar.unesp.br/casa/issue/view/548 .

Os CASA: Cadernos de Semiótica Aplicada (ISSN 1679-3404) têm como objetivo divulgar e debater análises e reflexões teóricas sobre a linguagem, com a finalidade de promover o desenvolvimento científico e institucional das várias correntes metodológicas que estudam o texto e o discurso, com ênfase nas teorias semióticas contemporâneas.

A revista recebe, em fluxo contínuo, artigos, resenhas e entrevistas elaborados por pesquisadores doutores ou em coautoria com pesquisadores doutores vinculados a instituições de ensino e pesquisa nacionais e internacionais. Nossas normas para submissão e publicação podem ser acessadas no link:http://seer.fclar.unesp.br/casa/about/submissions#onlineSubmissions

11 de mai. de 2016

Chamada de trabalhos – CASA: Cadernos de Semiótica Aplicada

Caros colegas:

 A revista on-line CASA: Cadernos de Semiótica Aplicada (ISSN 1679-3404) aceita, em fluxo contínuo, a submissão de artigos, resenhas e entrevistas inéditos em português, espanhol, francês, italiano e inglês.

 Os CASA têm como objetivo divulgar e debater análises e reflexões teóricas sobre a linguagem, com a finalidade de promover o desenvolvimento científico e institucional das várias correntes metodológicas que estudam o texto e o discurso, com ênfase nas teorias semióticas contemporâneas. 

O último número dos CASA, vol. 13, n. 2, 2015, que traz um dossiê dedicado ao tema “Enunciação e interação nos discursos na internet”, preparado pelas editoras convidadas Diana Luz Pessoa de Barros e Lucia Teixeira, pode ser lido em: http://seer.fclar.unesp.br/casa/issue/view/547 

Aguardamos sua visita e suas futuras submissões.

Cordialmente,

Jean Cristtus Portela
CASA: Cadernos de Semiótica Aplicada
http://seer.fclar.unesp.br/casa

29 de abr. de 2016

Disciplina concentrada - FFLCH-USP: "Semiótica da imagem científica: gêneros discursivos e enunciação visual", com Maria Giulia Dondero


Entre os dias 09 e 12 de maio de 2016, a Pós-Graduação em Semiótica e Linguística Geral da FFLCH-USP oferece uma disciplina concentrada: Semiótica da imagem científica: gêneros discursivos e enunciação visual. Com um total de 15 horas-aula, o curso valerá dois créditos para os pós-graduandos. Maria Giulia Dondero (FRS-FNRS, Université de Liège) ministrará as aulas, a convite das professoras Norma Discini e Elizabeth Harkot-de-La-Taille.

Para informações em detalhe: Departamento de Linguística FFLCH-USP