19 de ago. de 2021

Conferência SSU - 31/08






No próximo dia 31/8, terça-feira, às 14h30, teremos a conferência L’expérience de la répétition : la réplique, le déjà-vu, l’Ersatz, que será proferida (em francês) pelo Prof. Dr. Massimo Leone (Università di Torino)*, no Seminário de Semiótica da Unesp (SSU). A transmissão será via YouTube e os certificados serão atribuídos via inscrição no formulário de presença, que será disponibilizado no chat durante o evento.


L’expérience de la répétition : la réplique, le déjà-vu, l’Ersatz

Au cours des derniers années, la sémiotique a de plus en plus réfléchi sur l’expérience. De plus en plus, les textes, tous seuls, se montrent un cadre étroit pour le développement d’une compréhension complète du sens. L’ambition de la sémiotique était de comprendre comment le sens émerge in vivo, de la vie et de ses pratiques. Néanmoins, le passage de la sémiotique textuelle à une sémiotique de l’expérience conduit chez cette dernière à une attitude typique de la première : privilégier ce qui est nouveau, l’émergence de nouveaux signifiés, l’éveil de la créativité dans le domaine du langage. L’expérience, cependant, n’est pas seulement de la nouveauté. C’est aussi de la répétition. Il est peut-être vrai que nous ne nous baignons jamais deux fois dans le même fleuve, mais l’expérience de se baigner dans le fleuve peut être très répétitive. La conférence cherchera à développer une sémiotique de l’expérience répétitive, basée sur l’abondante littérature déjà produite sur la répétition (Umberto ECO in primis). Que se passe-t-il lorsque « nous presque faisons la même chose » ? Cette question sera répondue par rapport à trois cas paradigmatiques de l’expérience répétée : l’objet répétitif (la réplique), le temps répétitif (le déjà-vu) et l’espace répétitif (l’Ersatz).


*Nota biobibliográfica: Massimo Leone é professor titular de Semiótica e Filosofia da Linguagem na Università di Torino e professor visitante de Semiótica no Departamento de Língua Chinesa e Literatura da Universidade de Xangai. Massimo Leone é autor de doze livros e mais de quinhentos artigos sobre semiótica, estudos da religião e visualidades.

27 de mai. de 2021

Leituras GPS - 08/06

 Queridas e queridos,

Seguimos em confinamento e convidamos vocês para a terceira reunião de Leituras do GPS neste ano, que ocorrerá na próxima terça-feira, 08/06, às 14h30.

Discutiremos o texto "Actantes e Atores" da obra Semiótica do Discurso, de Jacques Fontanille (2007, p. 147-153)A apresentação do texto e a mediação do debate ficará por conta da doutoranda Josy Maria Alves de Souza (FCLAr-Unesp).

Nosso encontro será online, então é só se acomodar e se juntar a nós! 


Até lá!

Referência: 
FONTANILLE, J. Actantes e Atores. In: Semiótica do discurso. São Paulo: Contexto, 2007.

17 de mai. de 2021

Conferência SSU - 25/05



No próximo dia 25/05, terça-feira, às 14h30, teremos a conferência "Antes da pandemia: memória e identidade numa perspectiva semiótica", que será proferida pela prof.ª Dr.ª. Mariana Luz Pessoa de Barros (UFSCAR)*, no Seminário de Semiótica da Unesp (SSU). A transmissão será via YouTube e os certificados serão atribuídos via inscrição no formulário de presença, que será disponibilizado no chat durante o evento.


Antes da pandemia: memória e identidade numa perspectiva semiótica

Em termos semióticos, a pandemia chegou como um acontecimento, chegou antes que estivéssemos preparados, como indivíduos e sociedade; chegou de forma tônica, como um golpe; chegou nos retirando da passagem regular do tempo ou ainda suprimindo o espaço. Esse evento terrível e paroxístico, ao contrário das expectativas iniciais e do que se nota em discursos negacionistas, ganhou longevidade. O que acontece com a identidade quando a excepcionalidade se torna duradoura? Qual é o lugar da memória num momento como o que vivemos? Essas são algumas das questões sobre as quais procuraremos refletir nesta conferência, sem a pretensão de esgotá-las. Nosso intuito é, a partir de textos diversos, como relatos, fotografias, curtas, postagens, observar o modo como a memória de hábitos e de experiências anteriores à pandemia – e aqui retomamos as noções de memória-hábito e de imagem-lembrança (Bergson, 1896) – é reconstruída ao longo da própria pandemia e seu papel na manutenção ou dissolução de identidades.


*Nota biobibliográfica: Mariana Luz Pessoa de Barros é docente do Departamento de Letras da Universidade Federal de São Carlos e líder do Grupo de Pesquisa Interdisciplinar em Semiótica. É mestre (2006) e doutora (2011) em Semiótica e Linguística Geral pela Universidade de São Paulo, realizou estágio de doutoradosanduíche na Université Paris 8, e possui pósdoutorado em Linguística (2016) pela Universidade de São Paulo. Entre suas publicações, encontram-se o livro O discurso da memória: entre o sensível e o inteligível (2012) e artigos sobre semiótica, tempo, memória e autobiografía.

E-mail: maluzpessoa@gmail.com

10 de mai. de 2021

Leituras GPS - 11/05

Queridas e queridos,

Seguimos em confinamento e convidamos vocês para a nossa segunda reunião do grupo de Leituras GPS de 2021, que ocorrerá na próxima terça-feira11/05, às 14h30.

Discutiremos o último capítulo da obra "Caminhos de semiótica literária", de Denis Bertrand, intitulado "A semiótica e a literatura". A apresentação do texto e a mediação do debate ficará por conta da mestranda Laura Miranda Zimiani (FCLAr-Unesp).

Nosso encontro será online, então é só se acomodar e se juntar a nós! 

O link da reunião: meet.google.com/zkp-bcpp-tgb

Até lá!

Referência: 
BERTRAND, D. A semiótica e a leitura. In: Caminhos da Semiótica Literária. São Carlos: EDUSC, 2003.

20 de abr. de 2021

Conferência SSU - 27/04




No próximo dia 27/04, terça-feira, às 14h30, teremos a conferência "Semiótica da violência: hegemonia da branquitude e desumanização na cobertura policial", que será proferida pelo prof. Dr. Matheus Nogueira Schwartzmann (Unesp)*, no Seminário de Semiótica da Unesp (SSU). A transmissão será via YouTube e os certificados serão atribuídos via inscrição no formulário de presença, que será disponibilizado no chat durante o evento.


Semiótica da violência: hegemonia da branquitude e desumanização na cobertura policial

A vida – cotidiana, afetiva, psíquica, material e simbólica – das brasileiras e dos brasileiros é inteiramente atravessada pelo racismo. Esse atravessamento se reproduz de modo contínuo por práticas sociais diversas, estabilizadas nos sistemas educacional e legislativo, no cânone literário, na indústria cultural e nos meios de comunicação de massa, por exemplo, que, de modo coordenado, emolduram formas de vida e modos de existência da branquitude. Esse emolduramento produz um corte profundo na cultura, pois a prevalência de valores hegemônicos da branquitude – determinados pelo que podemos chamar de arquiformas de vida – cria um simulacro de real que exclui do campo do humano o grupo de pessoas racializadas. Nesta reflexão, partindo dessas constatações imediatas, buscaremos compreender as formas de vida da violência em alguns veículos de imprensa, que redundam, de um lado, na banalização e na naturalização da violência policial, em um processo de desumanização de pessoas racializadas, e, de outro lado, em procedimentos de sensibilização e benevolência, ligados à arquiforma de vida da branquitude.


*Nota biobibliográfica: Matheus Nogueira Schwartzmann é docente do Departamento de Estudos Linguísticos, Literários e da Educação, da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp de Assis, e do Programa de Pós-graduação em Linguística e Língua Portuguesa, da Unesp de Araraquara, do qual é atualmente Vice-coordenador. Atua na área de semiótica discursiva. Tradutor de diversos artigos, é autor de trabalhos sobre discurso, práticas semióticas e formas de vida, como “O retrato da chacina: estratégias de humanização no Caderno Cotidiano” (2019), “A noção de texto e os níveis de pertinência da análise semiótica” (2018), “Reflexões para uma semiótica das culturas: o caso da identidade trans” (2017) e “A noção de gênero em Semiótica” (2012), estes últimos com Jean Cristtus Portela. Organizou obras como Leitura: a circulação de discursos na contemporaneidade (2013) e Semiótica: identidade e diálogos (2012), e foi Editor da Revista do GEL (2016-2020). Foi Coordenador do GT de Semiótica da ANPOLL no biênio 2018-2020, é Secretário da Associação Brasileira de Semiótica – ABES e líder do Grupo de Pesquisa em Semiótica da Unesp (GPS-Unesp)


6 de abr. de 2021

Leituras GPS - 13/04

Queridas e queridos,

Seguimos em confinamento e convidamos vocês para a nossa primeira reunião do grupo de Leituras GPS de 2021, que ocorrerá na próxima terça-feira13/04, às 14h30.

Discutiremos o texto: "Estrutura e História" presente no livro "Sobre o sentido: ensaios semióticos", de A. J. Greimas, que contará com a apresentação do pesquisador Thiago Moreira Correa.  

Nosso encontro será online, então é só se acomodar e se juntar a nós! 

O link da reunião: meet.google.com/zkp-bcpp-tgb

Até lá!

Referência: 
GREIMAS, A. J. Estrutura e História. In: GREIMAS, A. J. Sobre o sentido: ensaios semióticos; tradução de Ana Cristina Cruz Cesar [e outros] revisão técnica de Milton José Pinto. Petrópolis, Vozes, p. 97-108, 1975.

18 de mar. de 2021

Conferência com a profa. Dra. Luiza Helena Oliveira da Silva (UFT) - 23/03

 



No próximo dia 23/03, terça-feira, às 14h30, teremos a conferência "Narrativa de uma busca interminável: Lacunas no sujeito e na história em romances de Milton Hatoum", com a profa. Dra. Luiza Helena Oliveira da Silva (Universidade Federal do Tocantins), em ocasião do Seminário de Semiótica da Unesp (SSU). A transmissão será ao vivo via YouTube e as inscrições serão feitas aqui


Narrativa de uma busca interminável: Lacunas no sujeito e na história em romances de Milton Hatoum

Dra. Luiza Helena Oliveira da Silva (UFT)*

Este trabalho analisa os romances A noite de espera (2017) e Pontos de fuga (2019), que compõem a trilogia O lugar mais sombrio, de Milton Hatoum. De natureza ficcional, tematizam o passado recente do país, imerso por anos (1964-1985) em uma ditadura. Seus personagens, transitando entre Brasília, São Paulo e Paris, são também protagonistas de movimentos de resistência política no contexto urbano e sofrem as consequências da prisão, tortura e morte aplicados aos considerados pelos militares como subversivos. Como elo entre tantas histórias que se cruzam, numa mistura de vozes que constroem uma narrativa cada vez mais polifônica, há o silêncio sobre o destino da mãe de Martim. Estratégia narrativa para postergar o desenlace e/ou projeto do autor para acentuar os vazios sobre o vivido nos anos de chumbo, é o silêncio e sua abertura para os sentidos possíveis que constroem Martim como sujeito da espera e de busca de uma verdade que demora a revelar-se. Na análise, mobilizamos estudos da literatura que tematizam a memória da ditadura e da semiótica discursiva, considerando categorias da sociossemiótica e da semiótica tensiva.


*Luiza Helena Oliveira da Silva é mestre e doutora em Letras pela Universidade Federal Fluminense e realizou estágio pós-doutoral em sociossemiótica no Centre de Recherches Politiques (CEVIPOF-CNRS) com bolsa CAPES entre 2013 e 2014. 

Docente na Universidade Federal do Tocantins (UFT), câmpus de Araguaína, atua nos cursos de Licenciatura em Letras, Mestrado Profissional em Letras em Rede Nacional (ProfLetras) e Programa de Pós Graduação em Letras: Ensino de Língua e Literatura (PPGL). Além disso, atuou como docente permanente do Programa de Pós-graduação Cultura e Território (PPGCult) até 2020.

Desde 2015, é coordenadora do ProfLetras/UFT. Em 2016, assumiu como editora-chefe da Revista EntreLetras (PPGL/UFT).

Membro do GT de Semiótica da ANPOLL, a pesquisadora ocupa-se, em suas pesquisas, da semiótica discursiva aplicada ao ensino de língua e literatura, da memória e da formação de professores, da semiótica do espaço, bem como da semiótica e literatura do testemunho. Ela também é membro do grupo de pesquisa SEDI (Semiótica e Discurso), da UFF, coordena o GESTO (Grupo de Estudos do Sentido ? Tocantins), na UFT e, no biênio 2017-2019, foi membro da diretoria do GELLNORTE (Grupo de Estudos Linguísticos e Literários do Norte).